DISTANCIAMENTO SOCIAL E COVID-19 NO BRASIL: A SEVERIDADE DA RESTRIÇÃO IMPORTA?

Vol 2, 2021 - 139678
Comunicação Oral Coordenada - COC 30 - ESTRATEGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS NA PANDEMIA POR COVID-19
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Resumo

Objetivos: Examinar a associação entre medidas de distanciamento social e a incidência de COVID-19 no Brasil. Métodos: Foram utilizados dados diários de GPS para estimar o distanciamento social nacional e estadual e examinou-se a associação com a incidência de COVID-19 através de um modelo GAM adotando-se um intervalo de 14 dias entre o distanciamento social e as taxas de incidência, no período de março a novembro. Foram estimadas as taxas de incidência (IRRs) e Intervalos de Confiança (ICs) de 95% para a associação. Posteriormente, foi examinada a associação entre o Índice de Isolamento Social estadual com variáveis relacionadas ao contexto socioeconômico, cobertura de teste e adoção de políticas precoces de distanciamento social, através de um modelo de regressão de Poisson. Resultados: A estimativa de (IRR) sugeriu que em um cenário de 100% de distanciamento social, a incidência de COVID-19 teria atingido apenas 1,9% da magnitude em comparação com um cenário sem distanciamento social no Brasil (IC 95% 0,7 - 5,3). Também foi observado que os efeitos do distanciamento social na redução da propagação de COVID-19 são heterogêneos entre os estados. Segundo os resultados da regressão de Poisson, a adoção de políticas precoces de mitigação da COVID-19 pelos estados, uma maior proporção da população trabalhando de casa, e os governos estaduais de esquerda foram associados a níveis mais altos de Índice de Isolamento Social. Conclusões: Mesmo apresentando efeitos heterogêneos na incidência de COVID-19 no país, as medidas de distanciamento social desempenham um papel crucial na mitigação da pandemia no Brasil.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis