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A estratégia de Vigilância de Base Comunitária (VBC) consiste em um processo de participação da comunidade na detecção, notificação, resposta e monitoramento de emergências de saúde. O VBC define a comunidade como protagonista do processo de auto-cuidado e investe na capacidade desta em obter informações sobre processos de saúde e doença antes dos meios ditos “formais” do sistema de saúde. Objetivo: O “Projeto-Piloto de Vigilância epidemiológica de base comunitária com o uso das TICs em comunidades indígenas urbanas de Manaus”, ou simplesmente “Projeto Yamâ-Káa-Seréro” tem como finalidade utilizar este potencial na estruturação da VBC, usando como ferramenta um aplicativo de celular, no contexto do enfrentamento da pandemia de Covid-19 entre comunidades indígenas em uma cidade amazônica. Métodos: Através de oficinas de trabalho para elaboração de cartografia social dos territórios, traduções das categorias nosológicas relacionadas a ao Covid-19 para as línguas indígenas e a instituição de pessoas de referência nas comunidades, o projeto pretende desenvolver um aplicativo para sistematizar alertas de novos casos pós-pandemia, além de gerar informações sobre as populações indígenas que residem em Manaus. Resultados: Emerge a necessidade de se repensar o território destas comunidades como algo espacialmente difuso, um desafio para a abordagem da VBC, além das diversas formulações que estas comunidades estabelecem na relação com o sistema de saúde formal, e com seus próprios sistemas paralelos. Conclusões: Faz-se necessário repensar a Vigilância Sanitária em comunidades indígenas urbanas a partir de um território diferente do convencional, levando em considerações a diversidade e peculiaridade das relações com o SUS.
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