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Objetivo: Descrever as características da linha de base (perfil sociodemográfico e presença de comorbidades) de uma coorte de pacientes internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por infecção por COVID-19 que serão acompanhados por 18 meses. Métodos: Estudo prospectivo multicêntrico com pacientes adultos (> 18 anos) internados em três hospitais públicos de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, incluídos entre 16/06/2020 e 11/11/2020, com o diagnóstico confirmado de COVID-19 e critérios para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A SRAG foi definida de acordo com o Ministério da Saúde. A infecção pelo SARS-CoV-2 foi diagnosticada pelo teste real-time reverse transcriptase polymerase chain-reaction (RT-PCR) utilizando amostras de swab nasal ou orofaríngeo. Os pacientes foram estratificados em três grupos de acordo com a gravidade: enfermaria (Grupo 1), unidade de tratamento intensivo (UTI) sem ventilação mecânica (Grupo 2) e UTI com necessidade de ventilação mecânica (Grupo 3). Foram obtidos os dados sociodemográficos e presença de comorbidades. Resultados: Foram incluídos 242 pacientes com média de idade de 59,4 (±14,8) anos. Houve maior proporção de casados, cor de pele parda e com renda até 3 salários mínimos e somente 9% com ensino superior. No entanto essas variáveis não diferiram entre os grupos. A presença de pelo menos uma comorbidade foi observada em 86,4% dos participantes, sendo a hipertensão a mais frequente (86,4%) seguida da obesidade (38,7%) e diabetes (34,0%), também sem diferença significativa entre os grupos. Conclusão: As características sociodemográficas e comorbidades não diferiram entre os casos moderados e graves de COVID-19.
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