CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS REDUZ A QUALIDADE GLOBAL DA DIETA DE GESTANTES

Vol 2, 2021 - 141868
Pôster Eletrônico - PE40 - Epidemiologia nutricional (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Analisar a contribuição dos alimentos ultraprocessados (AUP) no perfil alimentar e nutricional da dieta de gestantes. Métodos: Estudo transversal realizado com uma amostra representativa de gestantes atendidas em unidades básicas de saúde de Maceió/AL. O consumo alimentar foi avaliado através da aplicação de dois recordatórios 24h. Os dados foram apresentados como média e percentual da ingestão calórica total conforme itens e grupos de alimentos seguindo a classificação NOVA. Análises de variâncias foram utilizadas para comparar as médias do consumo energético e de nutrientes, segundo grupos alimentares. Modelos de regressão linear ajustados foram utilizados para analisar a associação entre os quintis de contribuição energética dos AUP (variável de exposição) e 1) itens de consumo e grupos alimentares, 2) contribuição percentual para o total de energia de macronutrientes e 3) densidade de micronutrientes. Resultados: O consumo médio de energia das gestantes foi de 1.966,9 kcal/dia, sendo 22% proveniente dos AUP. Observou-se relação exposição-resposta positiva entre a contribuição energética dos AUP na dieta e o consumo energético total (β=228,78 kcal [21,26 EP]). O aumento da participação de AUP também implicou na redução estatisticamente significativa da ingestão de proteínas, fibras, Mg, Fe, K, Zn, Se, folato e vitaminas D e E, assim como no consumo de alimentos tradicionais (arroz, feijão, raízes e tubérculos). Conclusão: Nossos dados apontam que o consumo de AUP reduz a qualidade global (nutricional e alimentar) da dieta de gestantes reforçando a necessidade de adoção de melhores estratégias de educação nutricional no âmbito da saúde pública durante o pré-natal.

Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional