CLASSIFICAÇÃO DO GANHO DE PESO GESTACIONAL: ESTUDO DE BASE POPULACIONAL NA AMAZÔNIA

Vol 2, 2021 - 141846
Pôster Eletrônico - PE40 - Epidemiologia nutricional (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Descrever o ganho de peso gestacional (GPG) segundo as recomendações do Instituto de Medicina 2009 (IOM) e as curvas do Projeto Intergrowth-21st entre puérperas de Cruzeiro do Sul, Acre. Métodos: Mães participantes da coorte de nascimentos MINA-Brasil, internadas na única maternidade da região entre julho de 2015 e junho de 2016, foram entrevistadas logo após o parto para obtenção de informações sobre características sociodemográficas e perinatais. O peso materno pré-gestacional foi obtido do cartão pré-natal e o peso no parto do prontuário médico (n=1305). O desfecho de interesse foi o GPG classificado segundo índice de massa corporal pré-gestacional (IMC-P), como abaixo, dentro ou acima das recomendações do IOM. Para classificação segundo curvas do Intergrowth-21st, em subamostra de mães com IMC-P normal e idade gestacional ≤ 40 semanas (n=658), o GPG foi classificado como abaixo de -1, dentro de -1 a +1 e acima de +1 escore-Z, com auxílio do programa Stata 15.0. Resultados: Aproximadamente metade das mães iniciaram a gestação com IMC-P normal (58,4%; IC95% 55,5-60,9). No entanto, apenas 35% (IC95% 32,6-37,9) ganharam peso dentro das recomendações do IOM. Entre mães com IMC-P normal, 41% (IC95% 37,3-45,0) e 25% (IC95% 21,5-28,2) ganharam peso abaixo e acima das recomendações do IOM, enquanto 25% (IC95% 21,9-28,7) e 17% (IC95% 14,0-19,9) ganharam peso abaixo de -1 e acima de +1 escore-Z segundo Intergrowth-21st, respectivamente. Conclusão: Proporção substancial de mães (65%) ganharam peso inadequado durante a gestação na população estudada. Intervalos mais estreitos de GPG são recomendados pelo IOM quando comparados ao Intergrowth-21st.

Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional