CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE BOCA NO CEARÁ: 2008 A 2018

Vol 2, 2021 - 140717
Pôster Eletrônico - PE10 - Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) - Câncer (TODOS OS DIAS)
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Objetivo de avaliar a tendência sociodemográfica de mortalidade por câncer de boca no Estado do Ceará no período de 2008 até 2018. Trata-se de um estudo ecológico com abordagem quantitativa. Os dados foram de óbitos, por local de residência, disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), através do portal DATASUS, do Ministério da Saúde. Foram identificados pelos códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID 10) e abrangeram:“(C00) Neopl malig do lábio”, “(C01) Neopl malig da base da língua”, “(C02) Neopl malig outr partes e NE da língua”, “(C03) Neopl malig da gengiva”, “(C04) Neopl malig do assoalho da boca”, “(C05) Neopl malig do palato”, “(C06) Neopl malig outr partes e partes NE da boca”. Ocorrerram 990 mortes por câncer de boca nesse período, sendo: 47,5% (C06); 27,7% (C02); 10,6% (C01); 7,2% (C05); 4,5% (C04); 1,3% (C00); 1,2% (C03). Quanto à faixa etária, 37% tinham 60-69 anos; 27,8%, 50-59 anos; 17,3%, 70-74 anos; 13,1% 40-49 anos; 4,8% 5-39 anos. Quanto ao sexo, 75,6% foram homens e 24,3% mulheres. Ademais, 69,6% eram pardos, 24% brancos e 6,4% negros. Além disso, 51% possuía nível fundamental; 33,3% não possuíam escolaridade; 13,3% nível médio e 2,4% nível superior. A mortalidade por câncer de boca foi relativamente alta. As neoplasias malignas de partes não específicas da boca foram mais expressivas. Houve maior ocorrência na sexta década de vida, em homens, pessoas pardas e com baixa escolaridade. Medidas preventivas específicas devem ser elaboradas, visto que a morte por esse tipo de câncer relaciona-se ao diagnóstico tardio.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)