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Objetivo: Estudar a validade dos dados sobre mortes violentas produzidos pelo SIM em uma cidade sede de Região Metropolitana no sudeste do Brasil. Método. O estudo foi baseado na cidade de Campinas-SP. As unidades de análise foram os óbitos por causas externas, de moradores no ano 2019. Os dados utilizados foram obtidos nas Declarações de Óbito dos falecidos, disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Campinas e comparados com os dados de autópsias verbais feitas com familiares das vítimas. Foi avaliada a qualidade da informação sobre causas básicas dos óbitos, com ênfase nos eventos de intenção não determinada (Y10-Y34 da CID 10). Resultados: O coeficiente de mortalidade por causas externas em Campinas, padronizado para a população brasileira em 2010, foi 64,9 óbitos por 100.000 habitantes em 2019. As causas externas representaram 7,9% do total de óbitos da cidade. Foram observadas que as maiores proporções corresponderam a óbitos por homicídios (36,7%) e as quedas (23,4%). Dentre esses 602 óbitos, 445 eram homens e 157 eram mulheres. Dos 602 óbitos acontecidos em 2019, 5,6% não foram investigas por causas relacionadas com recusa, inexistência de endereço. Desse modo os dados descritos no estudo foi (94,4%) das mortes violentas acontecidas em Campinas. Autópsias verbais reduziram em 6,3% as mortes por causas externas decorrentes de eventos de intenção não determinada. Conclusão: Os resultados reforçam a importância de articular diferentes estratégias de informação para quantificar e qualificar o evento morte, procurando melhoria nos registros de causas externas e nas ações de vigilância desse agravo.
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