ANÁLISE TEMPORAL DA MORTALIDADE POR DOENÇA DE PARKINSON NO BRASIL DE 2010 A 2019

Vol 2, 2021 - 139711
Comunicação Oral Coordenada - COC 39 - DOENÇAS CRÔNICAS NÃO-TRANSMISSÍVEIS: MANEJO E CUIDADO
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Resumo

Objetivos: Analisar o perfil temporal da taxa de mortalidade por doença de Parkinson (DP) na população brasileira durante o período de 2010 a 2019. Metodologia: Estudo ecológico de série temporal. As unidades de análise foram as 450 Regiões de Saúde do país. Os dados de casos e de população foram coletados no site do Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Calculou-se as taxas de mortalidade por DP nesta década. Utilizou-se o programa SaTScan 9.6 com o modelo de probabilidade de Poisson para a detecção de clusters temporais de risco para mortalidade no período (significância de 5%). Resultados: Observou-se 34.208 óbitos por DP, com uma média anual de 3.421 (± 629) casos no período. O sexo masculino correspondeu a 18.762 (54,85%) dos óbitos na década, chegando a uma taxa de mortalidade de 19,40 mortes/100 mil habitantes com 60 anos ou mais em 2019. A faixa etária mais acometida foi 80 anos ou mais, com 19.778 (57,82%) óbitos. Houve um crescimento anual médio do coeficiente de mortalidade para esta faixa etária entre 2010-2019 de 3,48% (±0,95%) para homens e de 1,73% (±0,75%) para mulheres. Verificou-se um cluster temporal de alto risco para mortalidade por DP no biênio 2018 -2019 (RR: 1,15; p=0,001) e um cluster de baixo risco no período 2010-2013 (RR: 0,89; p=0,001). Conclusões: Destaca-se o crescimento expressivo da mortalidade por DP entre 2010 e 2019 no Brasil. A acentuação desta tendência no último biênio reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para doenças neurodegenerativas no país.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)