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Introdução: Os números de acidentes escorpiônicos nos últimos anos no estado de São Paulo mostram-se preocupantes devido a sua frequência, distribuição e gravidade, podendo levar ao óbito principalmente do grupo de risco (crianças até 10 anos). Objetivos: Foi proposto neste trabalho detectar áreas de ocorrência de acidente escorpiônicos no estado de São Paulo nos anos de 2008 a 2018, e identificar áreas de menor e maior risco. Metodologia: Trata-se um estudo ecológico e descritivo com dados secundários sobre acidentes escorpiônicos do Centro de Vigilância Epidemiológica “Alexandre Vranjac”. Foram utilizadas técnicas de análise de varredura espacial para descrever o escorpionismo nos municípios, com a identificação de aglomerados espaciais, espaço-temporais e da variação espacial. Resultados: O estado de São Paulo, de 2008 a 2018, registrou 146.525 casos de acidentes com escorpiões, destas, com 50 óbitos, sendo 44 mortes de crianças entre 0 a 10 anos (88%). As regiões do Norte e Noroeste do Estado apresentaram altos riscos da ocorrência de acidente escorpiônicos, com risco relativo elevado nos Departamentos Regionais de Saúde (DRS) São José do Rio Preto, Araçatuba e Barretos, e com baixas taxas em torno da capital paulista e litoral. A região Noroeste do Estado foi a que apresentou tendências temporais de crescimento de acidentes escorpiônicos, principalmente na DRS São José do Rio Preto. Conclusão: A região Noroeste do Estado apresentou maiores riscos da ocorrência do escorpionismo, devendo ser priorizada ações de controle dos escorpiões, de assistência médica e de estudos epidemiológicos e ambientais, principalmente nos municípios do interior do Estado.
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