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Objetivo: Descrever a prevalência de quedas, cortes e queimaduras em crianças no segundo ano de vida. Métodos: Estudo transversal e descritivo com dados do acompanhamento de 24 meses da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2015. Todas as variáveis foram coletadas a partir de questionários padronizados aplicados por entrevistadoras treinadas. Os desfechos considerados foram o relato materno de quedas, cortes e queimaduras com ocorrência após o primeiro ano de vida da criança. As variáveis independentes foram: sexo biológico da criança, renda familiar (em quintis) e idade da mãe (<20, 20 a 30, >30 anos). Foi realizado o teste chi-quadrado, com nível de significância de 5% para testar associação de cada um dos desfechos com as variáveis independentes. Para a análise, foi utilizado o programa Stata 15.0. Estudo teve aprovação em Comitê de Ética da ESEF/UFPel. Responsáveis pelos participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Quedas (p=0,007), cortes (p=0,020) e queimaduras (p=0,015) tiveram diferença estatisticamente significativa em relação ao sexo da criança, sendo maior nos meninos. Houveram mais quedas, cortes e queimaduras em filhos de mulheres mais jovens quando comparadas aos grupos de maior idade (p=0,001, p<0,001 e p= 0,005, respectivamente). No caso dos cortes e queimaduras, houve maior prevalência em crianças de famílias com menor renda (p=0,006 e p<0,001, respectivamente) em relação aos quintis superiores. Conclusões: Quedas foram os acidentes mais prevalentes, sendo mais frequentes em meninos e em filhos de mães mais jovens. Cortes e queimaduras também foram mais frequentes em crianças de famílias mais pobres.
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