ACHADOS MAMOGRÁFICOS E O CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS EM MULHERES

Vol 2, 2021 - 140893
Pôster Eletrônico - PE16 - Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) - Fatores de risco e de proteção para doenças crônicas (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Verificar se há associação entre achados mamográficos e consumo de alimentos ultraprocessados. Métodos: O estudo foi realizado em uma Unidade de Saúde, referência em mastologia. A amostra foi de conveniência, 648 mulheres. Foi realizada a compilação dos laudos mamográficos e as mulheres ficaram distribuídas em dois grupos, segundo BIRADS: Grupo 1 - achados mamográficos normais, 420 mulheres e Grupo 2 - achados mamográficos alterados, 228 mulheres. O consumo dietético foi avaliado por dois recordatórios alimentares de 24 horas. Calculou-se o número e tipo de alimentos ultraprocessados consumidos. Os dados dos dois grupos foram comparados através do teste Qui-quadrado (p < 0,05). Resultados: O número de alimentos ultraprocessados consumidos por dia variou de 0 a 11. O Grupo 1 ingeriu em média 2,71 (DP = 1,92) alimentos ultraprocessados por dia. O Grupo 2 ingeriu em média 2,77 (DP = 1,90) alimentos ultraprocessados por dia. Alimentos ultraprocessados consumidos, por pelo menos 50% das mulheres entrevistadas foram refrigerantes e sucos artificiais (líquido e pó) (55,71%), e bolachas doces e salgadas (51,85%). Houve 51,66% do grupo 1 e 63,16% do grupo 2 que consumiam refrigerantes e sucos artificiais (líquido e pó) (p = 0,0049). Bolachas doces e salgadas foram consumidas por 50,24% mulheres do grupo 1 e por 54,82% do grupo 2 (p = 0,2645). Conclusão: O número de alimentos ultraprocessados consumidos pelas mulheres é baixo, mas os mesmos têm consumo diário, o que traz riscos à saúde. Refrigerantes e sucos artificiais são mais consumidos por mulheres com achados mamográficos alterados.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)