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Objetivo: Analisar a situação epidemiológica do sarampo no Brasil e as possíveis causas da recente epidemia no país. Método: Revisão integrativa da literatura nas bases de dados BIREME e PubMed, utilizando-se critérios de seleção e exclusão dos artigos, publicados no período de 2018 a 2020. Foram selecionadas dez produções correspondentes ao objeto da pesquisa. Resultados: Após ocorrência de grandes epidemias de sarampo nas últimas décadas, o Brasil recebeu certificado de eliminação da doença em 2016 e caminhava para a erradicação da doença em seu território. Porém, em 2018 foram confirmados 10.326 casos, sendo o primeiro óbito em 2020. A maioria dos estudos analisados nesta revisão aponta como causa da nova epidemia a migração de venezuelanos não imunizados para o Brasil. Outros estudos consideram a baixa cobertura vacinal nos últimos anos como a principal responsável pelo aumento da suscetibilidade à doença, o que prejudicou o alcance da imunidade de rebanho na população, permitindo a reintrodução da circulação viral. Algumas pesquisas selecionadas indicam que a baixa cobertura vacinal deve-se à falta de incentivo financeiro público e pouco investimento em campanhas publicitárias, bem como ao aumento dos adeptos dos movimentos antivacina. Conclusões: Os estudos selecionados citam como principais causas do retorno do sarampo ao Brasil, a chegada de imigrantes venezuelanos infectados pela doença e a queda na cobertura vacinal nos últimos anos. A elevação da ocorrência do sarampo no Brasil é um fenômeno complexo, multifatorial e que deve ser profundamente analisado nas suas várias dimensões, quais sejam, epidemiológicas, sociais, culturais e econômicas.
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