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A leitura e a escrita de literatura podem funcionar não apenas como acesso a mundos já constituídos, mas como prática capaz de produzir fissuras nos modos hegemônicos de ver, nomear e conhecer. Objetivando investigar práticas de leituras e escrita de jovens poetas como possibilidade de produzir fissuras nas formas eurocêntricas, racistas, elitistas e heteronormativas de ler e escrever o mundo, possibilitando a emergência de outras epistemologias e modos de existência. Pesquisa qualitativa desenvolvida entre os métodos bibliográfico e cartográfico, a partir do diálogo entre estudos sobre leitura (Cosson, 2021), epistemologias decoloniais (Bosi,1992), pensamento antirracista, feminismos (bell hooks, 2017), literatura menor (Deleuze e Guattari, 2023) e práticas culturais de oralidade e performance (Zumthor, 2018). Há práticas de leitura e escrita que confirmam o mundo e práticas que questionam e causam fissuras na ordem estabelecida, o entre lugar em que se cruzam revelam proximidades e diferenças entre os modos tradicionais de leitura.
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