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Este artigo discute as origens das opressões na sua relação com o ensino de filosofia. O objetivo é analisar como os docentes de filosofia compreendem as opressões sofridas por grupos historicamente subalternizados e invisibilizados por uma estrutura hegemônico-epistêmica ao longo da História da filosofia, e como estas práticas ainda repercutem nos espaços escolares e universitários. A partir de uma revisão bibliográfica, o estudo sugere três possibilidades para outros modos de se construir o ensino de filosofia. O primeiro defende a exigência de novas epistemologias e reformulação do cânone filosófico. O segundo estabelece os fundamentos para um ensino de filosofia interseccional, articulando as lutas antirracista, antissexista, anticapacista e anticlassista. Por fim, analisa-se as políticas curriculares vigentes que dão respaldo à uma prática pedagógica pluriversal dos professores. Conclui-se que esses três caminhos coexistem e podem contribuir para a construção de um ensino filosófico engajado no combate às mais diversas opressões.
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