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USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS DURANTE A GRAVIDEZ: RECONHECENDO O INVISÍVEL

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Estudo descritivo exploratório realizado por meio de análise retrospectiva de fichas de Ocorrência Toxicológica e dos prontuários das gestantes, cujo objetivo foi caracterizar perfil sociodemográfico e do padrão de uso de álcool e outras na gravidez, notificadas em um Centro de controle de Intoxicações do Noroeste do Paraná, entre 2008 a 2015. No período analisado, foram notificadas 57 gestantes por uso de álcool e outras drogas. Predominante jovem, com baixa escolaridade, ausência de vínculo empregatício, baixa adesão ao de pré-natal, viver em situação de rua e conflitos com a justiça. As drogas ilícitas utilizadas foram o crack (77,2%), a maconha (40,3%) e a cocaína em pó (15,8%) e as lícitas, tabaco (49,1%) e álcool (19,3%). As intercorrências obstétricas foram o principal motivo de internação, elas tinham baixa adesão ao pré-natal. O desfecho principal encontrado foi o parto vaginal e cirúrgico, elas tiveram período de internação superior ao esperado, baixo vínculo afetivo com recém-nascido e ausência de aleitamento materno. Os resultados indicam a necessidade da atenção ao pré-natal, de baixo risco, desenvolver estratégias voltadas para a detecção precoce do uso de drogas, visando o manejo adequado das gestantes. A maioria das puérperas receberam alta hospitalar com acompanhamento do conselho tutelar e perda provisória da guarda dos filhos.