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Resiliência e processos de criação: diálogos (im)possíveis?

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Este trabalho busca investigar as possibilidades de diálogos entre os conceitos de resiliência e de processos de criação, através de articulações teórico-metodológicas que venham a contribuir para novas reflexões acerca destes conceitos. A pesquisa que sustenta este artigo tem o método dialético como a vertente orientadora de todo o processo de investigação e de análise realizado. As discussões decorrentes pautam-se no olhar epistemológico acerca das escolas psicológicas e a crise vivenciada pela Psicologia na segunda década do século XX. A resiliência, assim como a Psicologia, se caracteriza por sua fragmentação e divergências nas definições teóricas. Uma rápida tentativa de compreensão dos conceitos de resiliência e de processos de criação pode remeter a um pensamento de que o sujeito ao enfrentar uma situação de adversidade faz recortes dessa realidade, internaliza aquilo que lhe é significativo, os re-elabora através de sua imaginação, e objetiva em forma de superação. Assim, discute-se a questão da resiliência como processo criativo, sendo este, condição ontológica do ser humano.