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A incidência de câncer colorretal tem aumentado nos últimos anos, sendo que atualmente representa o quarto tipo de câncer mais comum no mundo. Além disso, é a terceira causa de óbito em mulheres e quarta nos homens. No Brasil, é o terceiro câncer mais comum em homens e o segundo em mulheres, excluindo os cânceres de pele não melanoma.Na escolha do melhor tratamento do câncer colorretal, vários fatores devem ser levados em consideração, como localização do tumor, estadiamento e condição clínica do paciente. A partir dos anos 90, a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, conhecida como terapia neoadjuvante, começou a ser cada vez mais utilizada, baseando-se em relatos que demonstravam redução do tumor e do número de linfonodos acometidos. Dessa maneira, a neoadjuvância vem mostrando sua importância ao facilitar as ressecções cirúrgicas, na preservação esfincteriana e na diminuição da taxa de recidiva local do tumor.Diante da alta incidência dessa patologia na sociedade e da complexidade do tratamento, este artigo vem relatar um caso de câncer de reto distal que apresentou excelente resposta à quimiorradioterapia neoadjuvante, comprovada pelo relatório anátomo-patológico da cirurgia.