ESCOLA PROMOTORA DE SAÚDE E SEXUALIDADE JUVENIL
Inúmeras pesquisas têm confirmado que a falta de informação sexual é um dos fatores que coopera para o aumento do número de jovens que engravidam na adolescência. Por outro lado, a falta de expectativa e objetivos para o futuro dos jovens é outro elemento que contribui para o crescimento deste fenômeno. Em grande número esta falta de objetivos em jovens de classe social mais baixa acaba enxergando um filho como chance de ter um projeto de vida, além de descobrir a oportunidade de constituir uma identidade, uma vez que não consegue se inserir na vida profissional. São vários os motivos presentes na vida desta população que engravida neste período, sendo eles lares desestruturados e com pouco nível de diálogo entre pais e filhos. Ainda neste contexto, outra grande preocupação relevante são as Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Estudos mostram que estas são prevalentes entre adolescentes e particularidades próprias da adolescência tornam estes jovens mais vulneráveis às DSTs. Por outro lado, esse é um período da vida propício à aquisição de hábitos saudáveis e à promoção da saúde. Neste sentido, este trabalho discute tais temáticas, demandando a identificação da definição subjetiva da gravidez e DSTs, bem como o conhecimento de uma ?gravidez social? definida por fatores culturais e psicológicos que individualizam a definição da maternidade em adolescentes de classes populares. Como perspectiva de resultados deste projeto conclui-se a necessidade de ações de intervenções na escola, nas quais, esse mesmo jovem possa ser protagonista da sua história.