EDUCAÇÃO E GÊNERO: A ESCOLA E SEU COMPROMETIMENTO ÉTICO E POLÍTICO
O objetivo deste trabalho é discutir a formação inicial e continuada de professores e a atuação profissional nos diferentes níveis e modalidades de ensino frente ao projeto de lei ?Escola sem Partido? no que diz respeito aos debates de gênero nas instituições escolares. Este cenário corrobora para a fragilização da formação para a atuação docente na educação básica e, consequentemente, a formação educacional individual, social e de nossa cultura. A fragilização educacional tem inúmeras consequências quando falamos de construção social em suas bases objetivas e subjetivas. Este trabalho configura-se como um estudo orientado sob a ótica da pesquisa qualitativa e descritiva. As técnicas e procedimentos metodológicos deste estudo tomam como orientação os pressupostos da pesquisa bibliográfica. O projeto de lei ?Escola sem Partido? destaca entre outros, os termos ?doutrinação ideológica? entre as quais a ?ideologia de gênero?. Entretanto, tais termos não são relatados nos planos de educação, nos estudos de gênero nenhuma vez e tampouco usado pelas ciências humanas. O gênero, na educação formalizada, é uma das inúmeras maneiras de lutar para a mudança no quadro de violência, preconceitos e estigmatização. Os estudos de gênero tem entre os principais objetivos destacar a diversidade das pessoas. Busca-se ?desnaturalizar? as diferenças de gênero, indicando para o modo como elas são culturalmente construídas e enfatizando o fato de que fazem parte dos interesses e processos sociais de dominação e exclusão, isto é, dos mecanismos presentes nas relações de poder que permeiam o conjunto das relações sociais.