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A fração argila do solo é responsável por conter a maior quantidade de óxidos de ferro e minerais de argila. Estes minerais por sua vez são responsáveis pela coloração, estruturação e agregação das partículas do solo, bem como atuam adsorvendo contaminantes presentes no solo. Um desses contaminantes é o glifosato, utilizado na agricultura atual em grande quantidade devido ao baixo custo e a eficiência no controle de ervas infestante. No solo o glifosato pode ser adsorvido ou mesmo degradado por microrganismos, tornando-se assim indisponível para absorção por plantas ou para lixiviação em profundidade no solo. O objetivo deste trabalho foi verificar a quantidade de glifosato adsorvido aos óxidos de ferro e no mineral de argila 2:1, possibilitando identificar quais são melhores retentores de glifosato no solo. Para este estudo foram utilizadas amostras de quatro óxidos de ferro sintéticos (hematita, goethita, maghemita e magnetita) e um mineral natural de argila 2:1 (esmectita). Foram pesadas 100 mg de amostras as quais receberam 1000 mg L-1 de uma solução de glifosato com pH ajustado a 5,5. Após agitação continua por uma hora e descanso por 23 horas essas amostras foram centrifugadas e o extrato sobrenadante foi utilizando para determinação do glifosato remanescente. Dos óxidos de ferro o mineral que apresentou maior quantidade de glifosato adsorvido foi a goethita. A esmectita apresentou a menor quantidade de glifosato adsorvido, evidenciando assim a preferência do glifosato pelos óxidos de ferro. A adsorção de glifosato é dependente do pH, ASE e CTC dos minerais.