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A detecção precoce do vírus vaccinia (VACV) é essencial devido ao seu impacto na saúde pública e na medicina veterinária, pois é o agente etiológico da varíola bovina em animais e humanos [1-2]. Neste estudo, desenvolveu-se um imunossensor impedimétrico visando a detecção do VACV em amostras de soro bovino. Eletrodos de grafite de lapiseira (PGE) foram utilizados como transdutores, os quais foram modificados com filmes poliméricos sintetizados a partir da 2-hidroxibenzamida (2-HBX). Os anticorpos anti-VACV, na concentração de 100 ng/mL, foram imobilizados sobre o PGE/poli(2-HBX) por meio de adsorção física, em um período de 30 minutos. Como bloqueador, aplicou-se albumina de soro bovino (0,01% por 10 minutos). Amostras de soro bovino infectadas com VACV foram utilizadas como controle positivo, enquanto amostras de soro bovino não infectadas atuaram como controle negativo, ambas diluídas na proporção de 1:10. A interação anticorpo-antígeno foi monitorada por espectroscopia de impedância eletroquímica em uma solução de ferro/ferricianeto de potássio. O tempo de resposta foi otimizado para 30 minutos. O imunossensor apresentou uma resposta linear de 7.140 a 16.670 partículas/mL, com limite de detecção (LOD) e limite de quantificação (LOQ) de 639 e 2.121 partículas/mL, respectivamente. Testes de reatividade cruzada com outros vírus demonstraram que apenas o vírus da Monkeypox gerou uma resposta significativa, equivalente a 55% do sinal obtido para o VACV. Os resultados indicam que a metodologia desenvolvida oferece uma abordagem alternativa, prática e eficiente para a detecção do VACV, utilizando a plataforma eletroquímica proposta.
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