BIOSSENSOR ELETROQUÍMICO BASEADO NA PEROXIDASE DE MAXIXE (Cucumis anguria) IMOBILIZADA EM NANOPARTÍCULAS DE ÓXIDO DE FERRO REVESTIDAS COM QUITOSANA PARA DETECÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS.

Vol. 1, 2024 - 316807
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Resumo

Nos últimos anos, tem havido um interesse considerável em explorar novas fontes de peroxidases de tecidos vegetais contendo propriedades bioquímicas únicas e especiais para diferentes aplicações biotecnológicas. Estes extratos vegetais ricos em peroxidases têm sido utilizados para obtenção de biossensores, sendo frequentemente mais estáveis ​​que as enzimas purificadas devido à presença de uma mistura de componentes que conferem proteção contra oxidação e desnaturação indevidas. Neste estudo, foi empregado o extrato de maxixe (Cucumis anguria) como fonte de peroxidase e um método simples, rápido e de baixo custo para a preparação do extrato enzimático foi empregado. A atividade da peroxidase foi demonstrada por métodos espectrométricos. Posteriormente, o extrato foi imobilizado em nanopartículas de óxido de ferro revestidas com quitosana e empregadas para a modificação do eletrodo de pasta de carbono para determinação de compostos fenólicos. A voltametria de onda quadrada foi utilizada como técnica eletroanalítica para a determinação de compostos fenólicos com o biossensor, e os parâmetros experimentais foram otimizados. Este biossensor foi utilizado como eletrodo de trabalho na construção de curvas analíticas para quercetina (0,121 – 1,091 μmol L⁻¹, R² = 0,9937; 5,96 – 23,4 μmol L⁻¹, R² = 0,9989), morina (29,8 – 183 μmol L⁻¹, R² = 0,9682), ácido ferúlico (0,0600 – 0,215 μmol L⁻¹, R² = 0,9971; 0,596 – 11,7 μmol L⁻¹, R² = 0,9952) e ácido 2,5-dihidroxibenzóico (2,5-DHBA) (1,92 – 116 μmol L⁻¹, R² = 0,9986). Os limites de detecção (LOD) foram encontrados como 0,0556, 24,2, 0,0102 e 1,72 μmol L⁻¹, respectivamente para quercetina, morina, ácido ferúlico e 2,5-DHBA. Os resultados revelaram que o biossensor utilizando homogeneizado de maxixe (Cucumis anguria) como fonte de peroxidase representa uma oportunidade interessante para futuras aplicações na detecção de compostos fenólicos.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • 2 Universidade Federal de Santa Catarina
  • 3 UFSC
  • 4 UFRRJ
Eixo Temático
  • Sensores e Biossensores Eletroquímicos
Palavras-chave
Biossensor
Maxixe
Fenol
Nanopartículas magnéticas