ARROZ E FEIJÃO: ALIMENTAÇÃO CIDADÃ DO BRASIL

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Oral
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Resumo

A discussão sobre o consumo do arroz e do feijão frequentemente está na pauta do dia. Sendo o foco principal a questão desses ingredientes tradicionais estar ou não perdendo espaço na alimentação do brasileiro. Vários motivos são apontados para tentar explicar o que está ocorrendo, porém, pouca vezes o assunto é embasado em dados de pesquisa com fundamentação científica contemplando aspectos regionais, hábitos de consumo, percepção dos consumidores sobre vários aspectos nutricionais e funcionais e outros tópicos que interferem no consumo. De acordo Ferreira, et. al., (2018) a mídia influencia na persuasão, convencimento e sedução da população, no sentido de reafirmação dos valores da sociedade globalizada, induzindo perfis de consumo. Afirmativas sobre o arroz e o feijão como a redução do consumo per capita, principalmente entre jovens, a associação ao ganho de peso, o baixo valor nutricional tem sido bastante difundido para a população. Visando obter dados, a Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Goiás, realizou pesquisa/diagnóstico junto aos consumidores nas regiões metropolitanas de Goiânia-GO e de Cuiabá-MT, com o propósito de fomentar uma campanha orquestrada e coletiva, denominada Arroz e Feijão: a comida do Brasil, para incentivar o consumo desses alimentos. Para sua realização estão previstas três etapas. A fase inicial de pesquisas/estudos/diagnósticos com consumidores visando obter elementos balizadores. Na segunda fase, os resultados das pesquisas deverão ser avaliados por equipe multidisciplinar, pois o consumo de alimentos deixou de ser tratado apenas como questão biológica, despertando atenção de várias áreas de conhecimento, tais como sociologia, psicologia, agronomia, nutrição, engenharia de alimentos, marketing, demografia, saúde individual e pública, economia e outras. Essas equipes irão disponibilizar uma base de informações que poderá ser acessada e utilizada livremente. A terceira etapa é a promoção e divulgação de peças customizadas, com conteúdos e linguagem acessíveis e didáticas para diferentes perfis consumidores brasileiros, contendo informações sobre características nutricionais e funcionais do arroz e do feijão e sua importância na construção de uma alimentação saudável. Isso será feito por instituições e agentes das cadeias produtivas, sejam empresas de beneficiamento, mercado varejista, empresas de insumos agrícolas, instituições de pesquisa e extensão rural, universidades, órgãos públicos das três esferas administrativas e outras, que desejam divulgar informações objetivando inspirar os consumidores a manterem o consumo do prato mais típico do brasileiro. As empresas terão de usar recursos próprios, buscar financiamentos, trabalhar isoladas ou em grupos e direcionar suas divulgações para o público e local desejado. Por outro lado, cabe ao poder público propor políticas condizentes para que se tenha segurança alimentar e nutricional no país. A decisão de onde, quando e como divulgar caberá a cada empresa. Este é um significativo diferencial da campanha em relação a tentavas anteriores, pois não há uma única instituição provedora de recursos, além garantir ações continuas ao longo dos anos. Ressalta-se que o principal foco da campanha não é aumentar o consumo per capita, mas incentivar a manutenção do consumo, ou seja, que o tradicional arroz e feijão não sejam substituídos definitivamente por outros alimentos nutricionalmente menos adequados. Nas pesquisas/estudos/diagnósticos foi utilizado questionário do tipo fechado, direto e assistido, visando coletar atitudes e julgamento dos entrevistados. A construção dessa ferramenta exigiu esforço multidisciplinar para atender recomendações feitas por Nogueira (2002) que o nível das perguntas e linguagem num questionário sejam adequados, balanceados quanto aspectos de completude, relevantes e convenientes para preenchimento. O modelo aplicado foi encontrado após serem testados três protótipos. As variáveis coletadas foram quantitativas discretas e qualitativas (nominais e ordinais). Para avaliar as afirmativas, utilizou-se a escala Likert, com as opções, não sei, discordo plenamente, discordo, concordo, concordo plenamente. As análises estatísticas utilizaram o teste 2. O método de amostragem se aproxima do método de amostragem por conglomerado em dois estágios. Como os supermercados não representam um conglomerado perfeito foram escolhidos sob o critério de comporem um círculo marginal na cidade, sendo um na região central da cidade. O tamanho da amostra foi determinado utilizando a fórmula usada por Triola (2005), apresentada a seguir. n=([z_(α⁄2) ]^2 p ̂q ̂)/E^2 Onde: n é o tamanho da amostra; z_(α⁄2) é valor crítico que corresponde ao grau de confiança desejado; p ̂ é estimativa da proporção populacional de indivíduos pertencente à categoria que se deseja estudar; q ̂ compreende a estimativa da proporção proporcional de indivíduos que não se deseja estudar, por sua vez, igual 1-p ̂; e E compreende o erro máximo suportado pela pesquisa. Para o cálculo do tamanho da amostra foi utilizado grau de confiança de 95% que corresponde a z_(α⁄2)=1,96; E=5,7% e p ̂=q ̂=50%, sugestão do Triola (2005) para situações onde não se conhece o valor de p ̂. Utilizando estes valores para o cálculo do tamanho da amostra, encontrou-se um valor de n=295,599 o qual foi arredondado para 296. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software IBM SPSS Statistics (https://www.ibm.com/br-pt/marketplace/spss-statistics). Para identificar a classe social da família do entrevistado utilizou-se a Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa - ABEP, versão 2015 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA, 2017). Atribui-se pontos em função de cada característica domiciliar e após realizar a soma destes pontos, é feita correspondência entre a faixa de pontuação do critério e os estratos de classificação. Nas regiões metropolitanas de Goiânia-GO e de Cuiabá-MT foram entrevistados, respectivamente 291 pessoas (29,3% masculina) e 304 pessoas (23,3% masculina). Considerou-se cinco níveis de instrução dos entrevistados: i) analfabetos (GO=1,7%/MT=1,8%); ii) Fundamental I completo ou fundamental II incompleto (GO=11,2%/MT=6,5%); iii) Fundamental II completo ou médio incompleto (GO=16,2%/MT=6,3%); iv) Médio completo ou superior incompleto (GO=47,3%/MT=42,6%), v) Superior completo (GO=23,7%/MT=42,8%). Quanto a classe de renda Domiciliar: i) classe "A" = R$20,8 mil (GO=8,3%/MT=15,8%); ii) classe "B1" = R$9,2 mil (GO=9,1%/MT=21,7%); iii) classe "B2" = R$4,8 mil (GO=24,9%/MT=32,4%); iv) classe "C1" = R$2,7 mil (GO=24,1%/MT=19,8%); v) classe "C2" = R$1,6 mil (GO=21,6%/MT=8,7%); vi) classe "D-E" = R$0,7 mil (GO=12,0%/MT=2,0%). O Estudo levantou como as famílias estão se alimentando e as características das refeições, contemplando apenas as feitas na hora do almoço e à noite. Para a refeição noturna, distinguiu-se o jantar como refeição completa ou lanche. A possibilidade de as refeições serem feitas em casa ou fora também foram consideradas. Esse ponto é essencial na abordagem da alimentação e na avaliação do consumo do arroz e feijão, haja vista que dentre as mudanças de hábitos alimentares destacam-se três aspectos, refeições feitas fora de casa, substituição do jantar por lanche e o fato de que quando se faz refeição fora de casa, a quantidade de arroz e feijão consumida é menor de quando feita em casa. Sobre esse último aspecto, o percentual de entrevistados que declararam menor consumo foi respectivamente, GO=61,4%/MT=64,1% para arroz e GO=57,3%/MT=62,6% para feijão. Sobre o perfil de refeições das famílias dos entrevistados, observou-se que GO=75,1%/MT=69,8% correspondem a refeições completas e realizadas em casa, GO=9,9%/MT=20,3% a refeições feitas por membros da família fora de casa, enquanto os lanches noturnos correspondem a GO=15,0%/MT=9,9% das refeições. Poucos produtos consumidos nos lanches levam no seu preparo ou formulação produtos derivados do arroz e feijão. Nesse aspecto, ressalta-se a importância de buscar utilizar produtos derivados do arroz e feijão na elaboração de produtos consumidos em lanches, por exemplo, farelo de arroz e farinha de arroz e feijão obtidas pela moagem de grãos inteiros ou partidos/quebrados. Desmembrando os dados de Goiás observou-se que um quarto das crianças de até 12 anos fazem ao menos um lanche por semana e à medida que a idade aumenta, sobe a quantidade de pessoas que substitui refeições completas por lanches. De acordo com IBGE (2014), entre 6,2% e 7,0% das pessoas acima de 18 anos, substitui regulamente, ao menos uma das refeições por sanduíche, salgados ou pizzas. A quantidade de entrevistados que concordam com a importância de selos de qualidade ou procedência na decisão de compra do arroz foi GO=84,8%/MT=83,3% e GO=84,5%/MT=83,4% no caso do feijão. Enquanto os que concordam com a importância das informações contidas nas embalagens para a decisão de compra do arroz é GO=75,7%/MT=79,6%/% e GO=74,9%/MT=79,6% em feijão. Ressalta-se que, nesse trabalho, está sendo utilizado o termo concordam representando a soma dos resultados das opções “concordo” e “concordo plenamente” da pesquisa. Nos estudos/diagnósticos foi identificado que 88,8% do arroz adquirido pelas famílias goianas é na forma polida, 1,5% integral, 9,4% parabolizado e 0,1% outros tipos. Enquanto, 95,8% do feijão-comum adquirido é do tipo comercial carioca, 3,6% preto e 0,6% de outros tipos. Em Mato Grosso a distribuição foi um pouco diferente, 93,1% de arroz polido, 5,5% na forma integral, 1,3% parboilizado e 0,1% outros tipos. E feijão 93,7% do tipo carioca, 6,0% tipo preto e 0,3% outros. Em Mato Grosso foi inserida questão sobre o que melhor definia a preferência pelo arroz parboilizado, e 11,0% responderam ser pelo melhor rendimento de panela, 22,2% porque os grãos ficam soltos após o cozimento e 66,7% por ser mais nutritivo. Para 35,9% dos entrevistados em MT, a quantidade adquirida de arroz atualmente é menor que a comparada com 5 anos atrás. Observa-se que os consumidores mato-grossenses apresentam uma percepção muito equilibrada sobre essa questão, visto que os que consideram que se manteve igual é 30,9% e os que acreditam que a quantidade passou a ser maior é 32,1%. Quanto ao feijão a percepção é a mesma, respectivamente, 32,8%, 31,1%, 32,4%. Já em Goiás houve maior tendência para consumidores que acredita que a aquisição diminuiu, quanto ao arroz, 50,7%, 23,6%, 24,6% consideram que atualmente a quantidade adquirida é menor, igual ou maior, respectivamente e para feijão a proporção foi de 44,2%, 31,5%, 22,8%. Quanto ao preparo das refeições, levantou-se a frequência dos principais perfis, próprio entrevistado (GO=74,7%/MT=57,9%), cozinheiro/empregada (GO=0,8%/MT=4,3%) e outros (GO=24,5%/MT=37,8%). Os entrevistados de Goiás e Mato Grosso vêm o arroz e feijão como alimentos de fácil preparo, visto que GO=95,8%/MT=91,8% e GO=92,9%/MT=87,4% concordaram com a afirmativa, respectivamente para arroz e feijão. O número de famílias que cozinham e congelam é alto para feijão (GO=71,4%/MT=68,9%) e baixo no caso do arroz (GO=10,4%/MT=3,3%). As marcas comerciais são fundamentais para a decisão de compra do consumidor, que as utilizam para simplificar a escolha e reduzir os riscos de adquirir produtos com qualidade não desejada (FERREIRA et. al., 2008). Segundo Neves et. al, (2003) o consumidor torna-se fiel a uma marca quando associa a credibilidade quanto ao padrão de qualidade com experiências anteriores quando adquiriu a mesma marca. De acordo com Madi et al., (2010), o arroz com 44%, seguido pelo feijão com 36%, são os produtos alimentícios onde a marca exerce grande influência na decisão da compra. Para Ferreira (2014) os consumidores de arroz são exigentes e possuem preferências definidas. Esse mesmo estudo menciona que 21% dos consumidores consideram importantes aspectos de “saudabilidade, bem-estar, sustentabilidade e ética”, que os consumidores têm disposição em pagar mais por produtos nos quais detectem maior qualidade e por marcas em que confiam. Os estudos/diagnósticos reforçam essas características, pois 75,3% e 65,3% dos consumidores de arroz de Goiás e Mato Grosso, respectivamente, e 74,0% e 63,8% no caso do feijão, concordam que a marca comercial é um item meritório na decisão de compra. O percentual que concordam que o preço também influencia na decisão é GO=82,1%/MT=84,5% para arroz e GO=86,0%/MT=84,5% para feijão. Com os dados da pesquisa foi possível calcular o consumo per capita por refeição realizada em casa, utilizando a quantidade de arroz e feijão adquirida pela família, o número de pessoas por família e o número de refeições feitas em casa. Os consumos per capita de arroz do goianiense e mato-grossense calculado são respectivamente de 69,5 e 75,0 gramas. Para o feijão, em Goiás é 25,8 g e em Mato Grosso 31,0 g. Comparando esses resultados com a estimativa de consumo médio per capita no Brasil, de 42 kg/habitante/ano para arroz polido e 15 kg/habitante/ano para feijão, constata-se que o consumo per capita de arroz e feijão, por refeição nesses Estados é maior do que a média nacional, pois dividindo os valores da média nacional por 730 refeições (365 dias vezes duas refeições diárias) obtém-se o consumo de 59 gramas por refeição para arroz e 21 gramas por refeição para feijão. As pessoas concordam que a ingestão de arroz e feijão faz com que elas se sintam satisfeitas e bem alimentadas, dos entrevistados em Goiás e Mato Grosso, respectivamente, 94,1% e 85,6% vêm essa relação com arroz, da mesma forma que com feijão (GO=94,9%/MT=84,8%). Essa é uma informação interessante a ser explorada, visto que quando uma pessoa não se satisfaz ou satisfaz parcialmente após uma refeição, em pouco tempo precisa se alimentar novamente e se nesse momento ingere alimentos inadequado, está favorecendo o surgimento de problemas de saúde e ou ganho de peso. Os estudos/diagnósticos ainda identificaram que os consumidores têm percepção de pontos convenientes para manter o consumo desses produtos. Por exemplo, em Goiás, 64,3% dos consumidores e em Mato Grosso, 76,0% dos consumidores, responderam que o arroz não pode ser substituído definitivamente por outros produtos. De forma semelhante, 68,8% em Goiás e 78,0% em Mato Grosso tem a mesma opinião em relação ao feijão. Ademais, aproximadamente 90% dos consumidores goianos e mato-grossenses concordam que é importante consumir arroz e feijão ao menos em uma refeição diária. Algumas respostas que necessitam serem melhor elucidadas, como quais produtos podem substituir o arroz e feijão, limite da disposição para pagar por produtos com características diferenciadas, peso dos selos ou certificados de procedência na decisão de compra, informações realmente observadas nas embalagens. E para obter uma análise confiável, as informações, principalmente àquelas relacionadas ao consumo por pessoas portadoras de certas doenças, devem ser apreciadas por equipe multidisciplinar, haja vista que os resultados refletem características do comportamento e crenças dos entrevistados. Alguns resultados e conclusões corroboram diretamente com a proposta da campanha “Arroz e Feijão: A comida do Brasil” são: resposta positiva quanto questionados se o arroz e feijão são indispensáveis na alimentação das crianças (mais de 85% dos entrevistados nos dois estados concordam) e demonstração de que o arroz e o feijão atendem a tendência de consumidores que valorizar alimentos que podem trazer algum benefício à saúde, em ambos estados, mais de 75% dos entrevistados tem essa percepção sobre o arroz, enquanto aproximadamente 95% consideram o feijão um alimento com propriedades nutricionais benéficas à saúde. Além disso, mais de 90% dos consumidores goianos e mato-grossenses consideram que a manutenção do hábito de consumir arroz e feijão se deve à tradição desses produtos na sociedade. Outros aspectos observados na pesquisa que indicam a pertinência da campanha são as dúvidas quanto a benefícios ou malefícios do consumo do arroz e feijão quando se tem problemas de saúde como obesidade, hipertensão, diabetes, elevadas taxas de triglicerídeos e colesterol. A obesidade é um tema de grande interesse atual e as pesquisas apontaram que existe certo consenso entre os entrevistados que quando uma pessoa está obesa deve comer menor quantidade de arroz (GO= 88.6%/MT= 90,1%). Observa-se que mesmo em menor proporção a maioria dos entrevistados tem o mesmo raciocínio em relação ao feijão (GO=62,3%/MT=67,8%). Em relação a hipertensão, a maioria entende que também deve-se consumir menos arroz (GO=46,4%/MT=44,1%), entretanto muitos acreditarem que consumo pode ser igual (GO=40,4%/MT=35,9%). Quanto ao feijão foi inverso, maioria acredita que o consumo deve ser igual (GO=56,8%/MT=46,7%), seguidos pelos que acham que se deve consumir menos (GO=28,2%/MT=30,6%). Para diabetes, existe maior tendência a acreditar que o consumo de arroz deve ser menor (GO=71,1%/MT=72,3%) e o que ocorre também, mais em menor proporção, quanto ao feijão (GO=42,8%/MT=47,7%). A relação prejudicial com arroz também aparece quando se trata de altas taxas de triglicerídeos, a maioria acredita que devem consumir menor quantidade de arroz que uma pessoa que não tem esse problema de saúde (GO=63,6%%/MT=61,7%), a percepção da maioria dos consumidores quanto ao feijão é também da necessidade de consumir menor quantidade (GO=44,7%/MT=45,4%), no entanto, equilibrada com os que acredita que se possa consumir igual (GO=39,6%/MT=34,9%). O consumo reduzido de arroz para quem tem altas taxas de colesterol é também a percepção da maior parte dos entrevistados (GO=56,8%/MT=56,6%), já para feijão os resultados variam um pouco entre os dois Estados, visto que os que acreditam no consumo igual é GO=45,3%/MT=32,9% enquanto os percentuais que acham que deve haver menor consumo de feijão é GO=42,8%/MT=46,7%. Os dados levantados indicam que os consumidores goianos e mato-grossenses, apesar da insistente propaganda e divulgação de notícias desfavoráveis ao consumo do arroz e feijão, continuam tendo esses produtos como alimentos fundamentais na alimentação, indiferente da idade e renda familiar. A afirmativa deriva-se dos dados encontrados como alto consumo per capita por refeição; associação do consumo com a tradição; consideração de que são produtos indispensáveis na alimentação das crianças; alto índice de famílias que mantiveram o consumo nos últimos cinco anos; reconhecimento da importância de consumi-los ao menos em uma refeição diária; considerados de fácil preparo; reconhecimento de propriedades benéficas à saúde. Referências: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA. Critério de classificação econômica Brasil. Disponível em: <http://www.abep.org/criterio-brasil>. Acesso em: 10 maio 2017. FERREIRA, C. M. Fundamentos para a implantação e avaliação da produção sustentável de grãos. Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2008. 228 p. FERREIRA, C. M. . Rede Brasil Arroz: transferência de tecnologia valorizando o protagonismo e atribuições de parceiros na cadeia produtiva. Brasília: Embrapa, 2014 (Comunicado técnico) FERREIRA, C. M.; FIGUEREDO, R. S.; LUZ, T. 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Instituições
  • 1 Embrapa Arroz e Feijão
  • 2 Universidade Federal de Goiás
Eixo Temático
  • Tema 5 - Comida e cultura: os múltiplos olhares sobre a alimentação
Palavras-chave
Alimentação saudável
Segurança Alimentar e Nutricional (SAN)
Padrão alimentar