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Este projeto de mestrado profissional suscita o pensamento filosófico acerca dos desafios impostos pela era digital, propondo estratégias para fortalecer o pensamento crítico diante de fenômenos como auto-exposição, vigilância, mercantilização da subjetividade, manipulação e crise da autenticidade. Partindo da premissa de que a digitalização reconfigura relações sociais e culturais, o projeto articula tradições do pensamento crítico — marxismo, teoria frankfurtiana (Adorno, Horkheimer, Marcuse) e a filosofia de Byung-Chul Han — para instigar a análise e a crítica acerca da formação identitária, ética e política dos estudantes. O objetivo é avançar na elaboração de um arcabouço teórico-prático que capacite educadores a abordar tais temas em sala de aula, conectando conceitos como indústria cultural, alienação, transparência e performatividade às experiências cotidianas dos estudantes. A metodologia integra dois eixos: (1) intervenções discentes, mediante ciclos dialógicos sobre ética (privacidade e algoritmos), política (hipervigilância e ativismo digital) e estética (reprodutibilidade técnica e cultura viral); e (2) produção de materiais audiovisuais (vídeos, podcasts) pelos alunos. A proposta justifica-se pela urgência em formar sujeitos críticos frente à consolidação irrefletida das novas tecnologias e plataformas na vida cotidiana, alinhando-se às competências da BNCC (e.g., análise de mídias, dinâmicas de poder e globalização). Resultados esperados incluem a dissertação acadêmica e um repertório didático que fortaleça o papel da filosofia na promoção da autonomia crítica, superando abordagens tecnicistas e fomentando práticas pedagógicas engajadas com os desafios do século XXI.
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