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Esse projeto visa pesquisar o tema da questão de gênero e o cárcere, relacionados com os níveis de escolaridade e de oferta da educação formal, modalidade EJA e educação superior, para mulheres em situação de cárcere como forma de emancipação social. Os dados apresentados pela Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (SUSEPE) em relação ao perfil da mulher em conflito com a lei nos presídios femininos apontam para uma baixa escolaridade, com grande número de filhos e autodeclaradas de cor branca, esse último aspecto vem na contramão do restante do Brasil, onde a grande maioria é de cor preta/negra ou parda. Os presídios do Brasil oferecem serviços de educação formal, geralmente, Ensino para Jovens e Adultos para formação de ensino fundamental e médio. A educação formal é a alavanca para novas possibilidades para quando a pena for progredida, (regime semi-aberto ou liberdade) quando está envolvida a questão do cárcere o estigma e os preconceitos quase sempre estão presentes. Os próprios dados da Susepe mostram que são poucas as mulheres no cárcere gaúcho com ensino médio e ainda menos as que possuem ensino superior ou maior escolaridade. O projeto tem natureza qualitativa e se dá através de uma pesquisa-ação. A proposta de intervenção filosófica propõe incentivar e motivar as mulheres em situação de cárcere a busca de sua autonomia e emancipação social através da realização dos Exames Nacionais de Certificação de Competências de Jovens e Adultos e do Exame Nacional de Ensino Médio como porta de acesso para as políticas públicas de acesso à educação.
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