Interseccionalidade, poder e resistência: a filosofia de gênero de Bell Hooks e suas reverberações críticas

Vol. 2, 2025 - 327915
TRABALHOS
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O objetivo desse estudo é apresentar a filosofia de gênero de Bell Hooks, articulada sob uma perspectiva interseccional crítica que entrelaça raça, classe e opressão de gênero. Para Hooks (2024), discutir gênero implica discutir simultaneamente racismo e classismo, pois as mulheres negras ocupam historicamente a base da pirâmide social, sendo invisibilizadas tanto pelo feminismo branco quanto pelos movimentos antirracistas (Hooks, 2024). Sua crítica à hegemonia branca e patriarcal revela como o sexismo se manifesta diferentemente nos corpos das mulheres negras, submetidas desde a escravidão à exploração reprodutiva e à objetificação sexual. A filósofa defende um feminismo plural e insurgente que reconheça as multiplicidades e tensões que atravessam as identidades. Em diálogo com outras pensadoras como Butler (2019) e Beauvoir (2016), ela amplia o debate sobre gênero como construção social e performativa, mas com ênfase nas implicações materiais da opressão. Segundo Hooks (2024), o feminismo só será verdadeiramente libertador quando romper com os limites de classe, raça e identidade e construir pontes entre diferentes sujeitos oprimidos.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
Área Temática
  • Ensino de Filosofia, Gênero, Feminismos e Decolonialidade
Palavras-chave
filosofia de gênero
interseccionalidade
racismo
patriarcado
feminismo