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O objetivo desse estudo é apresentar a filosofia de gênero de Bell Hooks, articulada sob uma perspectiva interseccional crítica que entrelaça raça, classe e opressão de gênero. Para Hooks (2024), discutir gênero implica discutir simultaneamente racismo e classismo, pois as mulheres negras ocupam historicamente a base da pirâmide social, sendo invisibilizadas tanto pelo feminismo branco quanto pelos movimentos antirracistas (Hooks, 2024). Sua crítica à hegemonia branca e patriarcal revela como o sexismo se manifesta diferentemente nos corpos das mulheres negras, submetidas desde a escravidão à exploração reprodutiva e à objetificação sexual. A filósofa defende um feminismo plural e insurgente que reconheça as multiplicidades e tensões que atravessam as identidades. Em diálogo com outras pensadoras como Butler (2019) e Beauvoir (2016), ela amplia o debate sobre gênero como construção social e performativa, mas com ênfase nas implicações materiais da opressão. Segundo Hooks (2024), o feminismo só será verdadeiramente libertador quando romper com os limites de classe, raça e identidade e construir pontes entre diferentes sujeitos oprimidos.
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