O trabalho tem como proposta externar a necessidade de um debate sobre o conceito de pessoalidade nas aulas de filosofia, levando em consideração a criação e expansão de novas tecnologias globais, primordialmente a Inteligência Artificial (IA). Com as novas nomenclaturas como avatares (utilizados, em sua maioria, em redes sociais), skins (trajes ou visuais na terminologia dos games atuais), personagens, perfis etc. os indivíduos criam representações de personalidades nas quais são atribuídas crenças, desejos, sentimentos e intenções de alter egos físicos, mas que, dentro das possibilidades, são tentativas de replicação da pessoalidade, ou será, de aprimoramento? Estamos lidando com “pessoas falsificadas”?
Para a realização do objetivo proposto, o trabalho seguirá as seguintes etapas: 1ª) análise teórica, dos aspectos filosóficos e interdisciplinares – com ênfase em noções do Direito e da psicologia e Neurociência - que ajudam na compreensão do conceito de pessoalidade, tendo como como bibliografia essencial o ensaio: condições de pessoalidade, presente na obra Brainstorms: Ensaios filosóficos sobre a mente e a psicologia, do filósofo da mente americano Daniel Dannett, e obras de filósofos como John Locke, John Rawls, Marcia Avelino e João de Fernandes Teixeira. 2ª) reflexão sobre contexto de expansão das IAs e as possíveis novidades e preocupações que essa tecnologia traz para o debate sobre a pessoalidade, principalmente dos jovens público-alvo da educação. 3ª) Aplicação do debate nas aulas de filosofia fazendo uso de ferramentas audiovisuais - filmes de ficção lançados em anos diferentes - que trazem como temática principal a relação Ser Humano e IA. 4ª) Montagem de um curta-metragem produzido pelos próprios estudantes do Ensino Médio, preferencialmente matriculados na 2ª ou 3ª série, que evidenciem a aprendizagem do conceito e crie um recurso lúdico de aprendizagem filosófica.