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RESUMO
FEMINISMO NEGRO BRASILEIRO
A presente pesquisa busca investigar como a temática Feminismo Negro Brasileiro pode ser inserida no currículo de Filosofia da Educação Básica como parte de uma política pública de combate à invisibilidade e apagamento das mulheres pensadoras negras.
. As vozes femininas, quase sempre silenciadas, teriam muito a nos dizer sobre os diversos eventos que se sucederam, demonstrando visões, percepções e opiniões talvez muito diferentes das que nos contaram ou conhecemos atualmente.
É importante notar que se as mulheres não aparecem como protagonistas na História da Filosofia, elas aparecem como objeto de estudo para alguns filósofos que compõem o cânone – e nem sempre de maneira neutra. Márcia Tiburi (2015, p.13) nos alerta que “[...] o que os filósofos disseram sobre a ‘mulher’ interfere absolutamente no que aconteceu com as ‘mulheres’ dentro e fora do campo formal da filosofia”.
Assim, mostra-se necessária a formulação de materiais complementares para a abordagem de gênero nas aulas de filosofia, seja propondo a temática como filosoficamente relevante, seja através da inclusão de filósofas na História da filosofia, que sirva como material de apoio/complementar a professoras/es de Filosofia, disponibilizado em meios digitais de forma ampla e gratuita, de modo que o máximo de docentes e estudantes tenham acesso a ele.
Busca-se, então, aliar o conhecimento majoritariamente acadêmico e a prospecção de fontes à prática docente, traduzindo-o em linguagem acessível e possível de ser utilizada em sala de aula, tentando diminuir o enorme distanciamento que existe entre a produção desenvolvida na Academia e a refletida em ambiente escolar, transposta pelas/os professoras/es de Filosofia.
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