Da (des)educação do negro à decolonialidade da razão.

Vol. 1, 2004 - 308527
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Resumo

Os negros recebem uma educação que valoriza a cultura do colonizador e que os ensina a desprezar seu próprio povo. O desenvolvimento dessa educação do negro foi sistematicamente empreendida pós-abolição e as pessoas que se dedicaram a ensiná-los, se colocaram a impor uma educação que tinha o objetivo de transformar os negros e negras, e não de desenvolvê-los. Após os processos de abolição da escravidão, foi dado um novo tratamento para a história. Em conformidade com a propaganda eurocêntrica, foram produzidos saberes para dar aos brancos e negros o ponto de vista enviesado do desenvolvimento da nação e das relações raciais. Foi dado um tratamento científico ao que, na realidade, eram propagandas para dominar a mente dos negros, uma nova formatação para perpetuar a escravidão na medida em que a “liberdade” do corpo foi concedida. A educação do negro tornou-se um dispositivo perfeito de controle. A instrução tal como a recebemos não visava a emancipação, a educação do negro objetivava a ignorância de sua própria condição e a uma falsa mentalidade sobre as interações interraciais. Partindo dessas reflexões, a presente comunicação objetiva analisar como se dá a educação ou a (des)educação do negro a partir da compreensão da razão decolonial, refletindo como o ensino de Filosofia pode abrir caminhos para pedagogias transgressoras e pluriversais que realmente caminhe para uma educação emancipadora do negro.

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Instituições
  • 1 Ufabc
Área Temática
  • Ensino de Filosofia, Gênero, Feminismos e Decolonialidade
Palavras-chave
Ensino de Filosofia
Educação
decolonialidade
(des)educação do negro
DESCOLONIZAÇÃO DA FILOSOFIA