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Introdução: O prontuário eletrônico do paciente (PEP) é um modelo informatizado de sistema desenhado para apoiar os profissionais de saúde, no registro e acesso a um documento único, constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, apoiando a eficiência do atendimento, economia de recursos financeiros e aperfeiçoamento do processo de tomada de decisões. Este artigo tem por objetivo analisar as evidências científicas acerca do uso de um PEP na Atenção Primária à Saúde (APS). Método: Adotou-se a revisão de literatura como método de agrupamentos dos dados e de síntese do conhecimento acerca da temática proposta, por meio das seguintes etapas: formulação do problema; levantamento dos dados; avaliação dos dados coletados; análise e interpretação dos resultados. Foram selecionados apenas artigos originais sobre o Sistema de Informação em Saúde e Prontuário Eletrônico, disponíveis em texto completos publicados entre 2006 a 2016, nos idiomas inglês, espanhol e português, nas bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line (MEDLINE) e Literatura Latino-Americana em Ciências de Saúde (LILACS), no período de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017. Na busca foram utilizados os descritores (Decs/Mesh): Sistemas de informação em Saúde, Prontuário Eletrônico, Inovação e Atenção Primária à Saúde. Foram encontrados 76 artigos, sendo 38 da MEDLINE e 37 da LILACS. Após leitura dos títulos e resumos foram excluídos oito artigos duplicados e 46 que não contribuíram para o objeto do estudo. Após leitura na íntegra, foram excluídos 14, pois não estavam alinhados ao estudo, resultando em sete artigos. Resultados: Dos trabalhos selecionados, dois realizados nos Estados Unidos da América, três no Reino Unido e dois no Brasil, sendo quatro publicados entre os anos de 2012 e 2015. A pesquisa evidenciou que nos EUA o PEP associado à introdução do Registro Eletrônico de Saúde e formas não tradicionais de atendimento centrado no paciente, podem reduzir o número de consultas na APS. Em pesquisa mais recente, se evidenciou que o PEP já é parte integrante do ambiente clínico, mesmo nas áreas mais rurais. No Reino Unido os estudos alertam que para implementar e adotar PEP deve-se refletir sobre as expectativas do sistema e o que é necessário para usar o software, o nível de comprometimento com a implementação e adoção do prontuário eletrônico, bem como a disponibilidade de alguém com liderança, conhecimento de computadores e dos potenciais que os usuários de PEP possuem. No Brasil os estudos trazem o PEP como um sistema de informações rico em dados sobre a saúde dos usuários da rede municipal de saúde e tornou-se ferramenta indispensável para realização do processo de enfermagem e o planejamento de ações em saúde, porém o PEP não está sendo utilizado como ferramenta de gestão na APS. Conclusão: O uso do PEP na APS, ainda representa um desafio para sua consolidação especialmente para o Brasil, sendo relevante a ampliação de pesquisas referente a temática.