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SUPERVISÃO DE ENFERMAGEM PARA A INTEGRALIDADE DO CUIDADO

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Introdução: A evolução histórica da enfermagem vem acompanhada da crescente preocupação com as demandas de saúde e complexidade dos serviços, objeto que tem sido estudado ao longo dos anos, com vistas a subsidiar melhores práticas para o cuidado integral. Neste contexto, a supervisão emerge como um instrumento gerencial que deve possibilitar o melhor planejamento, implementação e avaliação do cuidado integral ao usuário, bem como a orientação do trabalho da equipe de enfermagem. A produção científica sobre supervisão aponta três principais sentidos para seu desenvolvimento: controle, educação e articulação política¹-². Assim, a supervisão tem a potencialidade de ser um instrumento para repensar o trabalho e favorecer a atuação gerencial e assistencial, relacionada ao desenvolvimento de competências da equipe de enfermagem². O exercício da supervisão requer, desse modo, visão ampla e gerenciadora do serviço, constituindo-se em um processo diligente, eficiente, eficaz, contínuo, de valor educativo, de caráter motivador, orientador e auxiliador da gestão de pessoas e de recursos materiais, organizacionais e do processo de trabalho de enfermagem³. Considerando o conjunto de diretrizes políticas nacionais acerca da organização de Redes de Atenção à Saúde (RAS), que repercute nos serviços de saúde e no trabalho do enfermeiro; a complexidade das ações assistenciais e gerenciais de enfermagem; a compreensão da supervisão de enfermagem como potente instrumento para fomentar processos de mudanças com vistas à integralidade do cuidado e articulação das ações em saúde na perspectiva das RAS; as potencialidades, limitações e desafios da supervisão de enfermagem para articular o trabalho, verifica-se o quanto é imperioso, na atualidade, refletir acerca das especificidades da supervisão de enfermagem nos cenários dos serviços de saúde. Objetivo: refletir a supervisão de enfermagem como instrumento gerencial do enfermeiro no contexto da integralidade do cuidado, considerando potencialidades e limitações. Método: estudo reflexivo baseado na formulação discursiva sobre temática específica, apresentando conceitos e enfoques teóricos e/ou práticos. Resultados: as limitações no exercício da supervisão estão relacionadas à organização dos serviços de saúde embasada no modelo funcional e clínico de atenção, assim como possíveis lacunas no processo de formação do enfermeiro e sobrecarga de trabalho. Quanto às potencialidades, destaca-se a supervisão como instrumento de articulação de ações assistenciais e gerenciais, que pode favorecer a integralidade da atenção, estimular atitudes de cooperação e colaboração em equipe, além da corresponsabilização e promoção da educação no trabalho. Considerações finais: a supervisão de enfermagem pode contribuir para promoção da integralidade do cuidado, pressupondo reflexão contínua, para contemplar a dinamicidade do processo de trabalho em saúde e as necessidades dos usuários nas redes de atenção.