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REVISÃO DE PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PERIOPERATÓRIO PARA PACIENTES ALÉRGICOS AO LÁTEX: SEGURANCA E QUALIDADE PARA A ASSISTÊNCIA.

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Resumo- Alergia ao látex é qualquer reação imunomediada à proteína do látex, associada a sintomas clínicos. Sensibilização pelo látex é definida como a presença de anticorpos IgE ao látex, mas sem manifestações clínicas. (1,2) A exposição e a sensibilização podem ser resultadas do contato com a pele e membranas mucosas, da inalação, ingestão, injeção parenteral ou inoculação pelos ferimentos. As luvas de látex são as principais fontes de antígenos. As partículas de poeira ou talco presentes nas luvas formam ligações com as proteínas e podem transportá-las pelo ar na forma de aerossóis. Locais onde ocorrem trocas frequentes de luvas níveis de partículas no ar podem ser muito altos, determinando sintomas que vão desde conjuntivites, rinites, tosse, rouquidão, sibilos até o bronco espasmo. Esta alergia apresenta manifestações clínicas de urticária, angioedema, rinite, conjuntivite, asma e anafilaxia ou reação com manifestações de dermatite de contato Mediada por células IgE. Reações sistêmicas graves, geralmente, ocorrem após exposição da mucosa a produtos contendo látex ou durante procedimentos cirúrgicos. Objetivo: Revisar protocolo perioperatório, para atendimento a pacientes alérgicos ao látex já existente no serviço de enfermagem. Método realizado uma revisão integrativa, nas bases de dados Pubmed dos ultimos seis anos, selecionando 10 artigos pertinentes ao tema. Resultados e Discussão: Os artigos analisados revelaram que raros são os pacientes que sabidamente referem alergia ao látex quando, a literatura evidencia a importância de identificação precoce dos pacientes em risco para o desenvolvimento de alergia ao látex, principalmente pacientes com malformações geniturinárias congênitas (extrofia vesical, válvula de uretra posterior, malformações de bexiga), mielomeningocele, espinha bífida, alterações no fechamento do tubo neural (30% a 60% de incidência), atresia esofágica, Arnold Chiari tipo II, ânus imperfurado, síndrome de “Vacter” (alteração vertebral, anomalia anorretal, ânus imperfurado, cardiopatia, fístula traqueo esofágica, displasia renal). (3;4,5,6) . Desta forma foi acrescentado na revisão, principais condutas para atendimento de reação alégica intraoperatória em procedimentos de urgência, e o tempo de decantação da sala operatória, foi reduzido para duas horas e trinta minutos.
Conclusão: A revisão periodica de protocolos já estabelecidos na instituição e uma estratégia importante para a segurança do paciente e melhoria da qualidade da assistência.