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RELATO DE EXPERIÊNCIA: A VIVÊNCIA DO PRECEPTOR/TUTOR DE ENFERMAGEM NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL

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Introdução: A residência multiprofissional visa favorecer a inserção qualificada de profissionais da saúde no mercado de trabalho, orientada pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Discutir a experiência do tutor e preceptor de enfermagem no programa de residência multiprofissional. Método: Relato de experiência referente à vivência do preceptor/tutor de enfermagem dos programas de residência multiprofissional de um Hospital Escola da zona leste de São Paulo, que possui 730 leitos de atendimento de nível terciário, 87% destinados ao SUS. Possui programa de oncohematologia e urgência e emergência, desde 2014 e 2015, respectivamente, sendo referência para essas duas áreas. Resultados: A instituição definiu o tutor como o gestor do setor e o preceptor o enfermeiro assistencial especialista que teve ampliação em sua carga horária, para desempenhar dupla função. Ambos participaram da construção do programa e do processo seletivo. Apresentar o papel do residente para ele próprio e para a equipe que o recebeu foi o primeiro desafio enfrentado, seguido da preocupação em atender o cronograma e transpô-lo da teoria para a prática. Observou-se especificidades da enfermegem, como envolvimento de maior número de colaboradores e necessidade de adequação do cronograma para atender a continuidade do plantão. Discussão: O fato de o preceptor e o tutor serem colaboradores com vivencia assistencial facilita o direcionamento do residente para desempenhar seu papel, estimulando o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Participar na elaboração do programa foi um facilitador, que permitiu conhecer os papeis a serem desenvolvidos. Por outro lado, a equipe assistencial inicialmente apresentou dificuldade de compreender o papel daquele que não é estagiário e também não assume função de colaborador contratado, além de possuir cronograma específico. Atribuímos isso ao fato de ser uma situação nova na instituição, mesmo tendo residência médica, e identificamos a necessidade de preparar a equipe para essa experiência. O residente de enfermagem tem contato com toda equipe e a troca de conhecimento não se limita ao preceptor, pelo contrario, a aprendizagem é contínua e vivenciada na prática, com a equipe local de diferentes setores. Esta é uma particularidade e um ponto a ser desenvolvido, o que reforça a importância da parceria com os enfermeiros assistenciais. Vivenciar na prática as atividades discutidas teoricamente é um desafio no que diz respeito aos princípios do SUS e a interprofissionalidade, por exemplo, essa discussão contribui para o desenvolvimento do residente e da instituição. Conclusões: Os hospitais escola são centros de formação de recursos humanos e de desenvolvimento de tecnologia para a área de saúde, para tanto, os colaboradores devem estar preparados para educar de forma ativa e com caráter transformador, o que envolve não só conhecimento, mas também envolvimento, senso crítico e preparo técnico para a situação.