INTRODUÇÃO DA DISCIPLINA DE ONCOLOGIA NA GRADE CURRICULAR DE ENFERMAGEM: VISANDO UMA ASSISTÊNCIA APROPRIADA .
INTRODUÇÃO: Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças, é considerado uma das maiores causas de morte no mundo e é definido como uma doença genômica. A estimativa para o Brasil entre 2016 a 2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil novos casos de câncer. O perfil epidemiológico mostra que os cânceres mais frequentes em homens são: próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%). Para guiar a pesquisa foi formulada a seguinte pergunta norteadora: Qual a qualificação profissional do recém formado para planejamento de uma assistência adequada aos pacientes oncológicos? OBJETIVO: Identificar na literatura a inclusão da disciplina assistência de enfermagem ao paciente oncológico na grade curricular na graduação de enfermagem. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada no período de Julho de 2016 a Agosto de 2016. Os materiais consultados foram artigos científicos encontrados na base de dados da LILACS e BDENF. Os descritores utilizados: Oncologia, Graduação e Enfermagem. Encontrados 281 artigos na primeira busca nas bases LILACS e BDENF. Após aplicação dos critérios de inclusão estabelecidos: artigos em português publicados nos últimos 05 anos que estabelecessem a necessidade da inclusão da disciplina de oncologia na grade curricular do curso de graduação em enfermagem. Dezenove artigos selecionados responderam a pergunta norteadora. RESULTADO: Ao analisar os 19 estudos, constatou que na formação dos profissionais ocorre um déficit em relação as peculiaridades assistenciais ao paciente oncológico, dificultando o atendimento às suas reais necessidades de saúde, como os procedimentos invasivos que devem ser evitados e quando necessários devem ser ajustados as condições atuais do paciente, até a realização da uma simples higiene oral na presença de mucosite causada por quimioterápicos e uma passagem de sonda nasoenteral na presença desta inflamação ao longo do aparelho digestório que torna a mucosa mais susceptível a lesões e complicações desde as mais simples as mais graves. CONCLUSÃO: Nos 19 estudos observou-se um déficit na formação do enfermeiro e posteriormente na assistência aos pacientes oncológicos. Em detrimento ao aumento de indivíduos com câncer, a inclusão nos Cursos de Graduação em enfermagem conteúdo referente a assistência ao paciente oncológico visa instrumentalizar os futuros profissionais que prestarão assistência a esses indivíduos.