INTERRUPÇÕES E SEUS EFEITOS SOBRE A DINÂMICA DE TRABALHO DO ENFERMEIRO
Introdução: As interrupções interferem no desempenho de uma atividade gerando descontinuidade do cuidado. Podem advir de ações de outras pessoas ou de intercorrências ambientais. Objetivo: Investigar a percepção de enfermeiros sobre as interrupções no fluxo de trabalho e seu impacto sobre o resultado da assistência e segurança do paciente e do profissional. Método: Pesquisa survey conduzida junto a 133 enfermeiros de um hospital de ensino no interior do Estado de São nos meses de outubro de 2015 a março de 2016 mediante utilização de uma questionário auto-administrado. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (parecer 980.660). Para análise dos dados utilizou-se os testes Qui-quadrado e de Fisher. Resultados: A maioria dos enfermeiros relatou interrupções constantes e recorrentes durante atividades de trabalho. Os processos interruptivos são mais frequentes durante o processo de documentação (n=118; 91,5%) e orientação ao paciente/família (n=58, 45%). São ocasionados por toque de telefone (n= 114, 87%), resolução de problemas na unidade (n=107, 81,7%) e necessidades imprevistas e emergenciais (n=91, 69,5%). Discussão: A elevada frequência de interrupções durante o fluxo de trabalho do enfermeiro tem sido destacada(1-2). Na percepção dos enfermeiros deste estudo influenciam negativamente na capacidade de concentração podendo resultar no aumento da incidência de erros e afetar a eficácia do profissional(3-4); ainda, referem que o toque de telefone constitui-se em sua principal causa(5). Conclusão: No parecer dos enfermeiros, os processos interruptivos impactam no fluxo de trabalho, processo de cuidar e segurança dos pacientes.