Critérios de escolha para sistemas de infusão: bombas volumétricas e de seringa.
Introdução: O uso da tecnologia, especialmente as bombas de infusão, é facilitador da assistência em unidades de cuidados intensivos. Em pediatria e neonatologia, as bombas de infusão permitem a administração de medicamentos e soluções em baixos fluxos, geralmente inferiores a 5ml/h, e resultam em dependência deste recurso pelas equipes de saúde. As bombas de infusão podem ser classificadas como bombas de infusão volumétricas e bombas de infusão por seringas. O funcionamento adequado destes equipamentos depende de fatores relacionados à bomba e aos dispositivos que são conectados ao sistema de infusão, como seringas, sistema de regulagem da bomba, bem como pela presença de ar neste sistema. Considerando que podem ocorrer falhas nos mecanismos de infusão das bombas, é necessário estabelecer critérios para sua utilização bem como para escolha dos dispositivos que compõem o sistema de infusão, com objetivo de melhorar a segurança do paciente e otimizar os recursos disponíveis em uma unidade de terapia intensiva pediátrica.
Objetivos: elaborar critérios de escolha do tipo de bomba de infusão volumétrica, de seringa e dos dispositivos do sistema de infusão.
Método: estudo descritivo, realizado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica de um hospital de ensino no interior do Estado de São Paulo, por meio de revisão da literatura e discussão com pares sobre os critérios de escolhas das bombas e dispositivos de infusão. Após discussão, foram elaborados critérios de indicação para terapia infusional por meio de bombas e divulgação entre os profissionais de enfermagem.
Resultados: os critérios de escolha foram definidos de acordo com o tipo de bomba de infusão. As bombas de infusão volumétricas foram indicadas para administração da nutrição parenteral total e infusões em taxas superiores a 5ml/h, posicionando-se as bolsas 30cm acima da bomba e programação dos alarmes de pressão em 100mmHg. Para as bombas de infusão por seringa, estão indicadas as infusões em taxas inferiores a 5ml/h, medicamentos específicos (antibióticos, prostaglandinas e octeotride), sedativos em taxas de infusão inferiores a 2,5ml/h, utilização das seringas indicadas pelo fabricante e reprogramação da bomba a cada troca do sistema de infusão.
Discussão: Os critérios de escolha entre os sistemas de infusão por meio de bombas volumétricas ou de seringa foram estabelecidos de acordo com as informações disponíveis na literatura e as recomendações dos fabricantes. A segurança na terapia intravenosa por meio de bombas de infusão depende da escolha adequada dos dispositivos.
Conclusão: Recomenda-se a elaboração de protocolos de infusão por meio de bombas volumétricas e de seringa em unidades de terapia intensiva pediátrica, considerando que estas medidas podem reduzir a ocorrência de eventos adversos e os custos relacionados para o cuidado de pacientes pediátricos e neonatais.