ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO PACIENTE COM DOR: TERAPIAS COMPLEMENTARES
Introdução: Dor é uma condição complexa, muitas vezes de etiologia indefinida que resulta em incapacidades e inabilidades implicando elevados custos pessoais e sociais. Com o decorrer dos anos nota-se um aumento na incidência da dor na população, bem como a procura dos serviços de saúde em busca de soluções. O enfermeiro deve ter domínio e habilidade técnico cientifica para saber identificar e selecionar o uso de medidas não farmacológicas para o alivio da dor. Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica identificando as terapias não farmacológicas utilizadas pelo enfermeiro no controle da dor. Métodos: Trata-se de estudo de revisão bibliográfico, onde a busca deu-se no banco de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, (LILACS) no período de 2006 a 2016, por publicações em português, realizadas por enfermeiros no Brasil, publicações na íntegra, utilizando os descritores indexados Dor, Enfermagem e Terapias Complementares. Após a leitura os dados foram tabulados e analisados considerando oito terapias não farmacológicas: Reiki, Cromoterapia, Aromaterapia, Florais, Musicoterapia, Acupuntura, Toque Terapêutico e Massagens. Resultados e Discussão: Foram selecionados 19 artigos, 07 (36,8%) atenderam aos critérios de inclusão. Das publicações analisadas 5 (71,4%) abordaram a temática massagem, que de acordo com Caires et al, a massagem é um das principais terapias complementares associadas a terapia convencional. 2 (28,6%) abordaram sobre acupuntura, e as publicações sobre musicoterapia, o uso de florais, aromaterapia e toque terapêutico foram localizadas 1 (14,3%) respectivamente. As demais terapias como o Reike e Cromoterapia não foram encontradas na base de dados com os descritores utilizados. Conclusão: Frente aos dados levantados, verificou-se que das oito terapias propostas, a massagem é a técnica mais utilizada entre os enfermeiros brasileiros, seguida pela acupuntura, florais, aromaterapia, musicoterapia e toque terapêutico. Esses achados salientam que as terapias complementares podem desempenhar papel de destaque como parte integrante da assistência prestada pelo enfermeiro brasileiro. E que apesar da utilização das terapias complementares ainda serem incipientes para a enfermagem, observa-se um campo amplo para atuação, onde sua prática interfere diretamente na melhora da qualidade de vida da pessoa assistida.