Ansiedade e Depressão em Estudantes de Enfermagem
Introdução: Muitos estudantes de enfermagem vivenciam momentos de estresse, ansiedade e depressão, que podem interferir no aprendizado1. Dessa forma, diminui a atenção e a eficácia na assistência ao paciente.2 Estudos tem apontado que mais de 29% de estudantes universitários da Coréia e dos Estados Unidos possuem depressão.3 Objetivo: identificar os fatores que influenciam a ansiedade e a depressão em alunos da graduação em enfermagem. Método: trata-se de uma revisão integrativa da literatura publicada entre 2010 e 2016, com o intuito de responder a seguinte questão norteadora: Quais são os principais fatores que podem influenciar a ansiedade e a depressão de estudantes do curso de graduação em enfermagem? As buscas foram realizadas nas Bases de dados da BIREME, PubMed e EMBASE, por meio dos seguintes descritores: Estudantes de enfermagem, ansiedade e depressão. Nos idiomas português, inglês e espanhol. Para realizar a busca bibliográfica e a seleção dos artigos, foi adotada a estratégia PICO. Desta forma, foram encontrados 47 artigos, após a leitura dos títulos e resumos, foram selecionados 19 artigos que estavam relacionados com o tema deste estudo. Resultados: A maioria dos estudantes era do sexo feminino, solteiros, com idade entre 18 e 28 anos, cerca de 30% tinham filhos. Discussão: Os acadêmicos de enfermagem podem desenvolver problemas emocionais devido à transição para a vida universitária, preocupações e problemas financeiros, equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, uso de substâncias (álcool, tabaco, maconha entre outras drogas), discriminação racial, dificuldades de iniciar o sono, cefaleia associada à insônia, acarretando em fadiga e dificuldades de concentração. Além desses fatores, cita-se ainda: as percepções e enfrentamento da prática clínica, pressões acadêmicas, estresse do final de semestre, exigências da profissão, insatisfação com os resultados acadêmicos, construção do currículo, dependência de meios eletrônicos, imaturidade, menos tempo para o lazer e mais de 10 horas de estudo diário. Conclusões: a saúde mental e o bem-estar dos acadêmicos de enfermagem são de extrema importância para a prática do cuidado, que reflete diretamente na qualidade da assistência prestada aos usuários dos serviços de saúde. Dessa forma, percebe-se a necessidade de implantação de políticas públicas que promovam o acompanhamento e aconselhamento dos estudantes que apresentam transtornos mentais. Além disso, torna-se necessária a adoção de medidas que combatam a desigualdades sociais, a falta de lazer, as pressões vivenciadas pelos graduandos, a ausência da prática de atividade física, dentre outros. Assim, acredita-se que os estudantes terão melhores condições psíquicas para desenvolver suas atividades acadêmicas, que pode reduzir os transtornos psicológicos e promover melhores condições de vida aos universitários.