ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
Introdução: Muitos estudantes de enfermagem vivenciam momentos de estresse, ansiedade e depressão, que podem interferir no aprendizado1. Dessa forma, diminui a atenção e a eficácia na assistência ao paciente.2 Estudos tem apontado que mais de 29% de estudantes universitários da Coréia e dos Estados Unidos possuem depressão.3 Objetivo: identificar quais são os fatores que influenciam na ansiedade e depressão em alunos da graduação em enfermagem. Método: trata-se de uma revisão integrativa da literatura publicada entre 2011 e 2016, com o intuito de responder a seguinte questão norteadora: Quais são os principais fatores que podem influenciar na ansiedade e depressão de estudantes do curso de graduação em enfermagem? As buscas foram realizadas nas Bases de dados da BIREME, PubMed e EMBASE, por meio dos seguintes descritores: Estudantes de Enfermagem. Ansiedade. Depressão. Nos idiomas português, inglês e espanhol. Para realizar a busca bibliográfica e a seleção dos artigos, foi adotada a estratégia PICO. Foram encontrados 47 artigos, após a leitura dos títulos e resumos, selecionados 19 artigos que estavam relacionados com o tema deste estudo. Resultados: A maior parte dos estudos foram considerados transversais e realizados através de questionários e escalas, a maior prevalência foi do sexo feminino, solteiras, idade entre 18 e 28 anos, cerca de 30% tinham filhos, os estudos foram relacionados às variáveis sócias demográficas, familiares e acadêmicas. Incluindo os estudantes do Japão, Ilhas do Pacifico, América, Canadá, China, Brasil, Eslovênia, Islândia, Itália, Reino Unido, Árabes, Coréia e Estados Unidos. Principais temas abordados: falta de religiosidade/meditação (5%), falta de autoestima (5%), falta de exercícios físicos (3%), relações interpessoais conflitantes (4%), dieta desequilibrada (1%), falta de apoio familiar (2%), falta de concentração (3%), eventos estressantes (18%), dependência de meios eletrônicos (1%), imaturidade (2%), aumento das responsabilidades (3%), alta carga horária de estudos e estágios (7%), preocupação da vida acadêmica para a profissional (8%), uso de drogas (7%), discriminação racial (2%), insatisfação com o curso (6%), situação econômica (9%), má qualidade de vida (5%), insônia (4%) e risco de suicídio (3%). Discussão: A maior prevalência de depressão nas mulheres tem sido associada com explicações sociocultural, o papel de gênero e os parâmetros biológicos e psicológicos. Quanto maior a carga de estresse que o aluno apresenta mais suscetível estaria a apresentar sinais de depressão. Conclusões: Torna-se necessária a adoção de medidas que combatam a desigualdades sociais, a falta de lazer, as pressões e a ausência da prática de atividades físicas e a implantação de políticas públicas que promovam o acompanhamento e aconselhamento de estudantes que apresentam transtornos mentais.