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Esta Mesa coordenada proposta pela RENOI tem por objetivo promover o debate sobre as relações entre jornalismo, populismos e poder na contemporaneidade, abrindo espaço para trabalhos que se dediquem a analisar o lugar do jornalismo nas democracias disruptivas, a refletir criticamente sobre o papel do jornalismo no crescimento do fenômeno do populismo – especialmente os de viés autoritário - no chamado “ Zeitgeist populista” (Mudde, 2004; 2019) e as possibilidades de resistência democrática da profissão frente às afinidades entre a lógica midiática e a lógica populista, tais como uso do conflito, personalização e uso de apelos emocionais (Diehl, 2017). Também interessa observar o poder do jornalismo diante de práticas que ultrapassam os limites do seu legítimo poder de informar e se colocam como instrumento para outros propósitos.
Nos últimos anos, tem se ampliado o número de estudos sobre as relações entre jornalismo e os novos populismos, especialmente aqueles ligados a lideranças populistas de ultra ou direita radical. Várias pesquisas têm apontado o papel do jornalismo na normalização das agendas ideológicas de atores políticos populistas radicais (especialmente em relação à temática de gênero, ao negacionismo científico e ambiental) (Ekstrom, Patrona e Thornborrow, 2020), e a contribuição das coberturas jornalísticas de denúncias que se utilizam de elementos do mediapopulismo, como o sentimento antiestablishment e a visao de mundo maniqueísta, para a emergência de populistas autoritários (Guazina, Gagliardi e Araujo, 2023).
Por outro lado, as tensões politicas derivadas do exercício do poder por lideranças populistas tem levado à reflexão acadêmica e profissional sobre as transformações possíveis do jornalismo, a renovação de seu compromisso com a democracia e a reconfiguração das práticas do jornalismo político em varios países.
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Esta Mesa coordenada proposta pela RENOI tem por objetivo promover o debate sobre as relações entre jornalismo, populismos e poder na contemporaneidade, abrindo espaço para trabalhos que se dediquem a analisar o lugar do jornalismo nas democracias disruptivas, a refletir criticamente sobre o papel do jornalismo no crescimento do fenômeno do populismo – especialmente os de viés autoritário - no chamado “ Zeitgeist populista” (Mudde, 2004; 2019) e as possibilidades de resistência democrática da profissão frente às afinidades entre a lógica midiática e a lógica populista, tais como uso do conflito, personalização e uso de apelos emocionais (Diehl, 2017). Também interessa observar o poder do jornalismo diante de práticas que ultrapassam os limites do seu legítimo poder de informar e se colocam como instrumento para outros propósitos.
Nos últimos anos, tem se ampliado o número de estudos sobre as relações entre jornalismo e os novos populismos, especialmente aqueles ligados a lideranças populistas de ultra ou direita radical. Várias pesquisas têm apontado o papel do jornalismo na normalização das agendas ideológicas de atores políticos populistas radicais (especialmente em relação à temática de gênero, ao negacionismo científico e ambiental) (Ekstrom, Patrona e Thornborrow, 2020), e a contribuição das coberturas jornalísticas de denúncias que se utilizam de elementos do mediapopulismo, como o sentimento antiestablishment e a visao de mundo maniqueísta, para a emergência de populistas autoritários (Guazina, Gagliardi e Araujo, 2023).
Por outro lado, as tensões politicas derivadas do exercício do poder por lideranças populistas tem levado à reflexão acadêmica e profissional sobre as transformações possíveis do jornalismo, a renovação de seu compromisso com a democracia e a reconfiguração das práticas do jornalismo político em varios países.
Referências bibliográficas do texto
DIEHL, Paula. Why do right-wing populists find so much appeal in mass media. Dahrendorf Forum. v.20, 2017.
Guazina, L., Gagliardi, J. e Araujo, B. (2023). Media, Corruption and far right-wing populism: notes on journalistic coverage of political scandals in Brazil. In: Isabel Ferin Cunha; Liziane Guazina, Ana Cabrera, Carla Martins. (Org.). Media, Populism and Corruption. 1ed.Lisboa: ICNOVA, v. 1, p. 88-103.
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