Prolapso retal em equino
O prolapso retal as vezes é associado com condições que causem tenesmo, como diarreia e cólica ,por exemplo. Dentre os fatores predisponentes estão a perda de tônus no esfíncter anal e a perda de ligação entre o reto e os tecidos perirretais, sendo as fêmeas mais predisponentes do que os machos.Uma égua tordilha da raça Puro Sangue Árabe de 420 kg com 11 anos de idade foi encaminhada para o hospital devido ao prolapso retal com curso de 7 dias sem remissão. Anteriormente, o proprietário havia sido orientado a realizar compressas com gelo e aplicações de Flunexin Meglumine por três dias. O animal não apresentava anormalidades no exame físico e apresentava normorexia, normodipsia e normoquesia. Ao ser encaminhada ao hospital , foi feita a inspeção da porção prolapsada de reto e períneo para avaliação de vitalidade de tecido e estruturas. Foi observada apenas a porção ventral do reto, externamente necrosada e internamente edemaciada ,friável, com dimensões de aproximadamente 10 cm3. Para realizar o procedimento a égua foi mantida em infusão contínua com detomidina, foi feita anestesia epidural e a ressecção do tecido exposto com o animal em estação, seguida da sutura com padrão de sutura simples separado. Foi instituída antibiótico terapia com Penicilina Benzatina ,como antinflamatório foi utilizado Flunexim Meglumine e foi feita uma dose de soro antitetânico. O animal teve boa evolução pós cirúrgica, sem a recorrência de prolapso ou anormalidades no exame físico durante a sua permanência no hospital, recebendo alta médica com 10 dias de pós cirúrgico.