Clonagem em Equinos
Dentre as inúmeras biotecnologias da reprodução associadas a espécie equina, a transferência nuclear, também conhecida como clonagem, vem ganhando espaço no mercado veterinário, uma vez que permite a produção de um potro com a mesma carga genética do animal doador. As potenciais utilizações desta técnica incluem a preservação da genética de animais que, de outro modo, não seriam capazes de reproduzir, e a preservação da genética de espécies ameaçadas de extinção e/ou espécies exóticas. O primeiro relato da clonagem de equídeos foi reportado em 2002, nessa ocasião ocorreu o nascimento de três muares clonados a partir de células somáticas originadas de um feto. No Brasil, o primeiro relato de sucesso com a transferência nuclear em equinos foi em 2012 com o nascimento do clone de um dos principais ancestrais da raça Mangalarga. Para tal procedimento, é necessário que seja armazenado material genético do indivíduo a ser clonado, geralmente por meio de coleta de tecido epitelial, e também a utilização de oócitos enucleados (citoplastos). O material genético do doador é inserido no citoplasto e, através de um pulso elétrico, promove-se a fusão das membranas. Deve-se salientar que um animal clonado não será uma duplicada igual ao cavalo original, uma vez que condições externas, como a criação e manejo podem influenciar no desenvolvimento do equino. Por meio desta técnica pode-se permitir que garanhões e/ou éguas valiosas ou aqueles impossibilitados de se reproduzir, tenham seu material genético preservado ao longo do tempo.