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O fluxo de migrantes com alto nível de escolaridade e qualificação recebidos pelo estado de Pernambuco envolve as dinâmicas regionais e socioespaciais contemporâneas, mais especificamente no que diz respeito às políticas territoriais do desenvolvimento do estado e dos respectivos setores econômicos que se beneficiam desta mão-de-obra. O objetivo deste trabalho é analisar o perfil ocupacional destes profissionais migrantes e sua distribuição no estado a fim de refletir sobre suas associações com o contexto do tecido produtivo local. Como base de dados, foram utilizados os Censos Demográficos do Brasil dos anos de 2000 e 2010 com foco nos migrantes de última etapa do estado de Pernambuco e que possuíam nível superior completo. De forma complementar, foram trabalhadas as Estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE/RAIS para o levantamento do quadro ocupacional da população total do estado para os anos de 2006, 2010 e 2014. Pode-se observar o crescimento no número de pesquisadores e profissionais policientíficos, bem como das atividades relacionadas as ciências exatas, físicas e da engenharia no estado com um todo. De acordo com os dados do Censo 2010, os migrantes qualificados encontravam-se empregados, majoritariamente, na ocupação de professores do ensino fundamental e médio, além do ensino superior, este último, um reflexo da expansão das universidades ocorrida no fim dos anos 2000. Advogados, médicos e engenheiros também representaram uma parte considerável das ocupações declaradas por migrantes de nível superior. Os migrantes altamente qualificados localizavam-se em grande parte na Região Metropolitana do Recife, Mesorregião do São Francisco e Agreste, respectivamente.
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