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Produto de um processo histórico que se inicia no final do século XVII, com a descoberta de ouro, a capitania e, depois, província de Minas Gerais adentrou o século XIX como o ente mais populoso do Brasil, uma jovem nação em formação, de densidade demográfica um tanto rarefeita. Passado um século da crise aurífera, o período em análise compreende uma das fases mais conturbadas, uma vez que o surgimento da promissora economia do café acontece ao mesmo tempo em que se coloca o desafio de substituir o antigo trabalho escravo por novas formas de trabalho livre, sem comprometer os então recentes empreendimentos, ao lado dos tradicionais, que já se ressentiam da escassez de mão-de-obra com a interrupção do tráfico atlântico de escravos africanos, em 1850. A transição de mão-de-obra se acentuou ainda mais ao final do século XIX, com a abolição da escravidão, em 1888 e o crescimento da imigração européia, que atingiu seu auge no início do século XX. O presente texto objetiva, além de apresentar dados comparativos da economia mineira do café com outras regiões brasileiras, discutir a oportunidade perdida com a economia, uma vez que suas elites políticas e econômicas não souberam aproveitar as possibilidades oferecidas pelo maior tamanho de sua população e pela riqueza do setor primário exportador para viabilizar um vigoroso processo de industrialização.
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