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No ano de 2020, com o início de um cenário pandêmico da Coronavirus disease, o qual afetou toda a população, houve o fortalecimento de um contexto negativo que se estende ainda hoje no campo da saúde exigindo medidas de proteção e prevenção de disseminação baseadas em distanciamento e isolamento social. O grupo de pesquisa em saúde mental vinculado à UFSC preocupado com a situação, deu início a uma série de ações que pudessem minimizar o sofrimento psíquico e orientar a população nas estratégias de autocuidado e promoção da saúde mental. As ações foram realizadas por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar visando aspectos múltiplos da vida cotidiana, desde as relações interpessoais, profissionais às práticas cotidianas de bem estar e saúde. Dessa forma, operacionalizou-se as intervenções no período de abril a agosto de 2020, por meio de rodas de conversa online, elaboração de folders informativos online com os temas: Isolamento/Ansiedade; Luta antimanicomial; Saúde Mental profissionais da saúde; Práticas que possam ser terapêuticas (meditação, yoga, arteterapia, musicoterapia e outros); Clínica dos afetos; O cuidado à saúde mental frente a COVID-19; Arte e saúde mental; Subjetividade e corporeidade; Abordagem Open Dialogue e Perspectivas após COVID-19 foram alguns dos temas. Estes transpassaram as intervenções do grupo no ano de 2020, junto aos demais materiais elaborados pelo grupo e divulgado nas mídias sociais a fim de orientar a população quanto a estratégias de autocuidado em saúde mental. Em virtude dessa condição muito sofrimento foi evidenciado e no campo da saúde mental cotidianamente eram registradas cenas de isolamento, choro e desesperança diante da falta de informações e mesmo diante da exigência que a situação impôs mundialmente às populações. Tradicionalmente, “Saúde Mental” é uma expressão ligada ao diagnóstico e tratamento das doenças mentais. Mesmo após a inovação do Sistema Único de Saúde, ainda se concebe o tema com uma relação estreita e quase exclusiva relacionada com a doença. As intervenções realizadas pelo grupo, teve por foco desmistificar esse conceito, abordando as dimensões da vida interligadas à esfera da produção psicossocial dos sujeitos. Dessa forma a produção psicossocial se torna um desafio que evidencia a importância de se encarar as questões relativas à Saúde Mental em uma infinidade de outros ambientes que não apenas os serviços de saúde mental, ou mesmo de saúde, os hospitais psiquiátricos e centros de atenção psicossocial. O tema se revela importante para ambientes pautados pela interdisciplinaridade e um conjunto amplo de ações e de impacto social que envolvem as dimensões da vida humana. Para tanto se faz importante discutir diferentes aspectos sociais. Nessa dimensão incluem-se aqueles econômicos e eco ambientais, a importância da promoção, prevenção e recuperação em saúde, as potencialidades da vida em comunidade e a produção social da subjetividade nas cidades, assim como a fragilidade, a fragmentação e os obstáculos ao exercício pleno da cidadania. O tema “Produção psicossocial da subjetividade” nos remete à vida cotidiana das famílias, das crianças, do trabalho, da educação, da cultura, da arte, do esporte, do lazer, da mobilidade e das influências que estes e outros fatores exercem sobre as relações interpessoais, institucionais e, contingencialmente, sobre a psique. O objetivo foi contribuir para a amenização do sofrimento emocional e para a superação de problemas existentes ocasionados pela nova realidade da pandemia e seus efeitos em função da infecção e/ou adoecimento ou devido às medidas contingenciais de enfrentamento dela. Método: rodas de conversa online, elaboração de folder informativos, relato de experiência sobre a ação desenvolvida em 2020 por pesquisadores filiados a um grupo de pesquisa. Resultados: as ações tiveram a duração de 60 minutos nas rodas de conversas, trocas de mensagens e divulgação de materiais escritos nas mídias do grupo. As rodas de conversa quinzenais e demais atividades semanais. Conclusão: a aproximação por meio das mídias sociais foi o campo de ação para os profissionais em sua interação com os usuários. Na saúde mental possibilitou dialogar com a sociedade propostas para lidar com o sofrimento mental durante a pandemia e a quarentena. Também permitiu resgatar estratégias de autocuidado de baixo custo, valorização de práticas alternativas, como expressão artísticas e manuais.
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