O ESTIGMA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA ADOLESCÊNCIA

Vol 13, 2021 - 142805
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Resumo

A maioria dos usuários de crack, álcool e outras drogas permanecem internados em hospitais psiquiátricos. De acordo com a portaria do Ministério da Saúde, o número de leitos para pacientes com transtornos mentais ou que necessitam da internação porque fazem o uso de substâncias químicas deve ser no máximo de 20% do total de leitos do Hospital Geral (BRASIL, 2017). O uso de álcool e outras drogas é apontado como um preocupante problema da Saúde Pública. Além disso, a dependência química e o uso abusivo dessas substâncias podem caracterizar alterações no comportamento do indivíduo, como alterações cognitivas, comportamentais e sintomas fisiológicos que normalmente irão se manifestar após o uso dessas drogas. A população adulta abrange uma grande porcentagem de usuários de álcool e outras drogas, mas além dos adultos, vale lembrar que a fase da adolescência é bem vulnerável frente essa condição, pois é conhecida como a fase de progresso humano, que é marcado por transformações de personalidade, fazendo com que, muitas vezes, a adolescência seja retratada por um período de experimentação, exploração, curiosidade analisar quais problemas e consequências o uso das drogas podem provocar. O Ministério da Saúde relata que, no Brasil, o consumo de algumas substâncias, especialmente, álcool, cocaína (pasta-base, crack, merla) e inalantes, são associadas a crianças, adolescentes e jovens, visto que, acabam sendo os mais vulneráveis (BRASIL, 2009). De acordo com os dados do Fiocruz, a metade da população brasileira, de 12 a 65 anos, declara já ter usado ou experimentado bebida alcoólica e cerca 2,3 milhões de pessoas apontam que existem critérios para a dependência do álcool durante os meses anteriores (FIOCRUZ, 2019). O uso e abuso de álcool e outras drogas passam a ser um problema muito grande para a sociedade, interferindo na vida cotidiana e apresentando resultados inesperados, além disso, os aspectos e efeitos da estigmatização podem influenciar muito na vida e no tratamento dessas pessoas. Para Schneider, existem quatro métodos que podem definir e analisar quais problemas e consequências o uso das drogas podem provocar: o jurídico moral, que resgata visões obtidas sobre loucura na Idade Média e é visto como um meio de afastar o indivíduo do “bem”, demonstrando que é possível que o homem saia do vício através de práticas terapêuticas ou práticas religiosas; o biomédico que propõe medicamentos e propostas terapêuticas a fim de controlar e livrar o indivíduo do uso dessas substâncias, e por fim, o método sócio cultural e o psicossocial que influenciam no meio sócio cultural e psicossocial do ser humano, buscando amenizar os danos e diminuir os prejuízos (SCHNEIDER; LIMA, 2011) acometidos devido ao uso das substâncias psicoativas. O Ministério da Saúde recomenda que para que haja a diminuição de danos e prejuízos é necessário que o sujeito tenha uma atenção exclusiva, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), juntamente com a RAPS (BRASIL, 2003).

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Palavras-chave
Adolescência
Estigma
Drogas.