Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Com a finalidade de identificar os processos de subjetivação enfrentados por moradores de um Serviço Residencial Terapêutico (SRT), esta pesquisa buscou investigar o impacto das violências sofridas anteriormente ao ingresso no serviço no território. A autobiografia ambiental foi a técnica realizada para compreender as relações estabelecidas entre os lugares transitados e as interações, emoções e sentimentos atrelados ao percurso. Dois disparadores nortearam as narrativas, sendo: a) associação de percepções e sentimentos com lugares marcantes na história de vida; b) diferenciações e aproximações da vida em instituições totais e no SRT. Participaram do estudo os moradores de um residencial terapêutico do Sul do país que acolhe oito pessoas, quatro homens e quatro mulheres no serviço, nos quais destacaram-se marcas subjetivas originadas pelos abusos sofridos pregressamente. Em suma, relataram rupturas de vínculos com a institucionalização psiquiátrica, isolamento e sensação de abandono pela condição de “internado”. As narrativas evidenciaram experiências advindas de um modelo hospitalocêntrico que destinou aos usuários uma habitação disciplinar, de formação dominadora e mortificadora da subjetividade, sendo esta última, a que mais se verifica como arbitrária e violenta. A violência institucional, opera de forma opressiva sob os corpos, deslegitima suas vidas e os pune por suas condições psíquicas, atribuindo-lhes uma “identidade manicomial”, transformando pessoas em “pacientes definitivos”. Com isso, a instituição total psiquiátrica, segue sendo combatida, para que as pessoas que ainda são percebidas como “doentes”, possam construir novos fazeres e viveres em liberdade.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo