CUSTOS DA UNIDADE DE HEMODIÁLISE DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PERNAMBUCO EM 2016

vol 5 - 94329
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Resumo

A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública. No Brasil, o quantitativo de pacientes dependentes de terapia renal substitutiva (TRS) aumenta a cada ano, gerando preocupações crescentes em relação à sua eficiência e seus custos, visto abranger procedimentos de alta complexidade e existir carência desses dados. Objetivo: Analisar os custos e determinar o ponto de equilíbrio da unidade de hemodiálise do Hospital das Clínicas de Pernambuco em 2016. Método: Pesquisa de descrição retrospectiva de custo de caso único baseada no método de custeio variável. Resultados e discussão: A unidade de hemodiálise (HD) realizou um total de 9.952 sessões de HD equivalente a 829,33 sessões/mês, com repasse do SUS mensal de R$ 171.821,2. Do total dos custos, 90,57% são fixos e 9,43% são custos variáveis. Dos CF o gasto com pessoal é predominante e representa 77,16% dos CT e 85,19% dos CF. Dentre os CV os materiais de consumo somam 93,17% desses custos. Entretanto, no montante do CT, esse item representa apenas 8,78%. A margem de contribuição foi de R$ 134.537,69 e o ponto de equilíbrio em relação à receita total (RT) igual a R$457.352,79 gerando um déficit mensal de R$ 223.615,28. Conclusão: A unidade de HD opera em níveis inferiores ao ponto de equilíbrio, ou seja, a RT obtida através das sessões de hd realizadas, com base na tabela SUS, não é suficiente para cobrir o CT, nem a MC é suficiente para cobrir os custos e despesas da instituição e o resultado apurado é negativo.

Eixo Temático
  • Gestão, Economia e Saúde
Palavras-chave
Terapia Renal Substitutiva
Hemodiálise
Métodos de custeio
Custeio variável