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Objetivo: Comparar as necessidades psicológicas básicas de autonomia, competência e relacionamento de escolares do ensino médio nas aulas de Educação Física escolar em função do sexo, da atuação profissional e da série. Métodos: Participaram do estudo 165 escolares (16,5 ± 0,9 anos) matriculados nos anos iniciais do ensino médio (1° e 2° anos) de uma escola pública no munícipio de Maringá-PR. Foram identificados 82 escolares do sexo masculino e 83 do sexo feminino, sendo que 46 escolares exercem atuação profissional, sendo considerados assalariados. Como instrumentos foram utilizados uma ficha de identificação contendo informações sociodemográficas e o questionário de Necessidades Psicológicas Básicas para o Exercício (BPNES), validado para o contexto brasileiro. Utilizou-se o teste Shapiro Wilk para verificar a normalidade dos dados. Os dados foram apresentados em mediana (Md) e intervalo interquartílico (Q1-Q3). Para as comparações em função do sexo, atuação profissional e da série foi utilizado o teste “U” de Mann-Whitney. Adotou-se o nível de significância de p<0,05. Resultados: Ao comparar as variáveis em função do sexo, os participantes do sexo masculino apresentaram diferenças significativas na autonomia (Md=3,25) e na competência (Md=3,75) (p<0,05) em relação as escolares do sexo feminino. Já em relação a atuação profissional, os escolares não assalariados apresentaram diferenças significativas no relacionamento (Md=3,37) (p<0,05) quando comparados com os assalariados. Na comparação entre os escolares do 1° e o 2° anos não foi observado diferenças estatisticamente significativas. Conclusão: Escolares do sexo masculino apresentaram maiores percepções na satisfação das necessidades psicológicas básicas em relação as aulas de Educação Física quando comparados a seus pares do sexo feminino, evidenciando assim, a necessidade de o professor/a buscar estratégias/alternativas para apoiar a autonomia, competência e relacionamento das escolares. Além disso, os escolares que não atuam profissionalmente (não assalariados) demonstraram ter melhores vínculos sociais nas aulas de Educação Física.
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