MUDANÇAS IDENTITÁRIAS NA GINÁSTICA RÍTMICA BRASILEIRA: O AVANÇO GERACIONAL DA MODALIDADE

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Resumo

A ginástica rítmica brasileira é moldada e remodelada a cada geração de atletas, que formam suas identidades e conduzem a transformação identitária da modalidade no Brasil. A visão de ginastas olímpicas que vivenciaram diferentes épocas é fundamental para entender a formação desta identidade. Contudo, não se sabe a percepção de atletas olímpicas, de diferentes gerações, sobre as mudanças na modalidade. O objetivo deste estudo foi analisar a transformação identitária da ginástica rítmica brasileira, a partir da percepção das diferentes gerações olímpicas. Para tal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 atletas olímpicas brasileiras, divididas em três grupos, designados: Geração 1, ginastas que competiram até 1992; Geração 2, ginastas que competiram entre 1993 e 2008 e Geração 3, ginastas que competiram entre 2009 e 2016. A média de idade das participantes foi 33± 10.85 anos e tempo de prática de 16 ± 3.69 anos. A partir dos resultados foram encontrados indicadores de agrupamento que mostraram as mudanças mais relevantes que aconteceram na modalidade na visão das atletas olímpicas. Sendo essas, mudanças estruturais, estéticas, artísticas, profissionais e nas regras da modalidade. Em termos estruturais, a Seleção Brasileira teve sede em diferentes estados, aprimorando os centros de treinamento acarretando em melhorias para à prática. Mudanças estéticas, reverberaram em sofisticação dos collants e aprimoramento das maquiagens. Na categoria mudanças artísticas foram encontradas a adoção de diferentes estilos musicais, além de novas tecnologias para a gravação de músicas. No quesito profissionais, a inserção de equipe multidisciplinar. Por fim, as regras da modalidade, especialmente o Código de Pontuação, também sofreram alterações, exigindo das ginastas brasileiras uma constante adaptação e busca por inovação para se manterem competitivas no cenário internacional.  Conclui-se que a modalidade vem crescendo ao longo do tempo e que existe uma transição das atletas de amadorismo esportivo para uma caminhada de evolução na prática profissional.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal da Bahia
  • 2 Universidade Federal do Paraná
  • 3 UFBA
Eixo Temático
  • Psicologia do Esporte no alto rendimento
Palavras-chave
Ginástica rítmica
Gerações
Jogos Olímpicos